Operação conjunta passa o trator em área ocupada irregularmente no DF

Por Metrópoles 12/09/2025

Uma ação conjunta da Secretaria de Estado de Proteção da Ordem Urbanística (DF Legal) e da 19ª Delegacia de Polícia (Setor P Norte), nesta sexta-feira (12/9), freou a consolidação de um parcelamento irregular do solo, no Sol Nascente.

Segundo a investigação, a ocupação teve início há menos de seis meses, em uma área rural da região e a tentativa de lotear o espaço ocorria ao lado de um córrego, dentro de uma Área de Proteção Ambiental (APA).

Apesar de ser muito recente, os responsáveis pelo parcelamento irregular já tinham instalado ruas e postes, que serviriam para passar energia e iluminação. A área, no entanto, está inserida em uma zona rural, o que proíbe qualquer condomínio ou outra construção de característica urbana.

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Outro agravante é que o local está inserido na APA do Planalto Central e ao lado da área de preservação permanente (APP) de um córrego que alimenta o Rio Descoberto. Durante a operação, foram derrubados 10 postes, apreendidas as luminárias de cada poste e cerca de 500 metros de cabo de energia.

Confira imagens da operação:

operacao area irregular sol nascente 34 imagensForam derrubados 10 postesCerca de 500 metros de cabo de energia foram apreendidosA ocupação estava em uma área de APAFechar modal.logo metropoles brancaoperacao area irregular sol nascente 31 de 4

A operação ocorreu nesta sexta-feira (12/9)

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Foram derrubados 10 postes

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Cerca de 500 metros de cabo de energia foram apreendidos

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A ocupação estava em uma área de APA

Divulgação/DF Legal

Segundo o delegado-chefe da 19ª DP, Fernando Fernandes, a expectativa dos responsáveis era vender lotes pequenos, para aumentar o lucro. “Seria algo insustentável, várias casas à beira do córrego. Com a chegada da chuva, ia levar muito lixo e ocorreria o assoreamento do curso d’água”, comentou.

O delegado afirmou que a ideia é realizar as operações antes que as pessoas comprem os lotes irregulares, indo atrás do grileiro responsável pelo parcelamento. “Dessa forma, garantimos o prejuízo e responsabilidade somente para o grileiro”, pontuou Fernandes.

A investigação por parte da Polícia Civil (PCDF) continua para que os responsáveis pelo parcelamento sejam identificados. A ação também contou com o apoio da Neoenergia e da Administração Regional do Sol Nascente.

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