O professor e pesquisador da Universidade Federal do Acre (Ufac), Dr. Dionatas Meneguetti, teve artigo científico publicado na revista Acta Tropica, da editora Elsevier, da Holanda, com estudo sobre a doença de Chagas na Amazônia.
A pesquisa é feita por um pesquisador da Universidade Federal do Acre/Foto: Dionatas Meneguetti/Acervo pessoal
O trabalho faz parte do projeto financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Acre (Fapac), intitulado “Amazônia +10 no contexto das doenças negligenciadas: caracterização entomoepidemiológica da doença de Chagas em regiões amazônicas de fronteira (Brasil-Bolívia e Brasil-Peru)”. O artigo, intitulado “Rhodnius montenegrensis Rosa et al., 2012 (Hemiptera, Triatominae) in Peru: a warning for the transmission of Trypanosoma cruzi (Chagas, 1909) (Kinetoplastida, Trypanosomatidae) in periurban areas”, registrou pela primeira vez a presença do Rhodnius montenegrensis no Peru, elevando de 18 para 19 o número de espécies de triatomíneos no país e ampliando para três os países com ocorrência da espécie — Brasil, Bolívia e Peru.
O estudo, realizado na região da tríplice fronteira, apontou ainda a presença de sangue humano como fonte de alimento para o inseto, reforçando a necessidade de atenção por parte dos programas de controle de vetores nos três países. Meneguetti destacou que o achado demonstra a importância da intensificação da vigilância epidemiológica na região.
O pesquisador informou que este é apenas o primeiro artigo publicado do projeto e que novos estudos com dados relevantes sobre a doença de Chagas estão em fase de escrita e submissão. Ele também ressaltou que o financiamento da Iniciativa Amazônia +10 foi fundamental para viabilizar os altos custos de deslocamento e insumos laboratoriais.
O presidente da Fapac, Moisés Diniz, afirmou que a publicação em uma revista de alto impacto reforça que o investimento em ciência e tecnologia na Amazônia é estratégico para o desenvolvimento da região.
O projeto é executado em consórcio com a Ufac, a Universidade Estadual Paulista (Unesp) e a Fundação Oswaldo Cruz (Faperj), e recebe apoio financeiro da Fapac, da Fapesp, da Faperj e do CNPq, totalizando R$1.073.732,70 em investimento em pesquisa.
