A Polícia Federal deflagrou mais uma operação nesta terça-feira (30). Denominada Vereda, a ação contou com o cumprimento de três mandados de busca e apreensão contra investigados envolvidos em invasões e desmatamento ilegal na Reserva Legal Coletiva do Projeto de Assentamento Extrativista Porto Dias, localizado na área rural do município de Acrelândia.

PF deflagra operação contra quadrilha que invadiu assentamento no Acre e ameaçava famílias e crianças/Foto: Reprodução
De acordo com a PF, a região, criada para garantir a subsistência das famílias assentadas mediante exploração sustentável e amparada por plano de manejo aprovado pelos órgãos ambientais competentes, vem sendo alvo de ocupações violentas com o propósito de ocupar ilegalmente, promover loteamentos clandestinos e lucrar com a venda dos lotes.
“Esse processo destrutivo compromete a função socioambiental do assentamento, trazendo graves prejuízos ao meio ambiente e às famílias extrativistas que dependem da floresta para a subsistência”, destacou o órgão em nota enviada à imprensa.
Os criminosos são acusados de ameaçar os moradores, inclusive crianças que residem no local. A atuação criminosa também é marcada pelo “loteamento clandestino da área, prática que fomenta a degradação e fragiliza a permanência dos extrativistas que cumprem sua função social”.
As análises técnicas de imagens de satélite e diligências de campo confirmaram a derrubada recente de vegetação nativa e a instalação irregular de barracos e cercas, segundo a PF.
Simultaneamente, a Polícia Federal também deflagrou a Operação Usurpare IV, que consistiu em incursão ostensiva na área de Reserva Legal do assentamento, com o objetivo de reafirmar a presença do Estado, coibir os crimes ambientais, identificar possíveis suspeitos e efetuar eventuais apreensões e prisões em flagrante.
“Essas operações dão continuidade às ações da Polícia Federal de prevenção e combate às queimadas e ao desmatamento em áreas de floresta pública da Amazônia, reafirmando o compromisso institucional com a preservação da floresta, a proteção das famílias extrativistas e a responsabilização dos infratores”, concluiu.

