A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (3/9), a Operação Paroxismo, para apurar um esquema de fraude em licitação, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro ligado ao Hospital Geral Municipal de Macapá (AP).
Foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão na capital amapaense e outros dois em Belém (PA). O contrato investigado, firmado em maio de 2024 pela Secretaria Municipal de Saúde de Macapá, tinha valor estimado em R$ 69,3 milhões.
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Segundo a PF, as apurações apontam a participação de agentes públicos e empresários em um esquema estruturado para direcionar licitações, desviar recursos e pagar propinas.
Um dos alvos da investigação teria chegado a sacar R$ 9 milhões em espécie, recurso que teria sido utilizado para alimentar o ciclo de lavagem de capitais.
O grupo, ainda de acordo com a Polícia Federal, utilizava entregas físicas de numerário e movimentações bancárias simuladas para ocultar a origem dos valores.
Os investigados poderão responder por corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitações e lavagem de dinheiro.
Polêmica recente com o prefeito
O caso se soma a outra crise envolvendo o nome do prefeito de Macapá, Antônio Paulo de Oliveira Furlan (MDB), conhecido como Dr. Furlan. No último dia 17 de agosto, ele foi filmado agredindo um jornalista durante uma vistoria às obras do hospital na zona norte da cidade.
No vídeo, Furlan se irrita com uma pergunta sobre o atraso nas obras e chega a aplicar um “mata-leão” em um repórter que acompanhava a cobertura. A Prefeitura alegou que o prefeito teria reagido a “agressões verbais e físicas” de blogueiros e que servidoras também teriam sido hostilizadas.
Prefeito Dr. Furlan se irritou com pergunta sobre atraso de obra
Reprodução / Redes sociais
Prefeito partiu para cima de um homem que acompanhava o repórter
Reprodução
Seguranças e populares tentam separar Dr. Furlan e o homem envolvido na agressão
Reprodução
Prefeito de Macapá, Furlan agarra homem pelo pescoço em visita a obra de hospital
Reprodução

