A nova diretriz brasileira de hipertensão — apresentada no 80º Congresso Brasileiro de Cardiologia, em São Paulo — atualiza a classificação e o tratamento da pressão alta e aproxima o Brasil das recomendações internacionais. O foco passa a ser identificar precocemente quem já está em faixa elevada e tratar com metas mais firmes para reduzir infarto, AVC e insuficiência renal.
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O que muda (em termos práticos)
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12×8 não é mais “normalzão”: valores nessa vizinhança entram na faixa elevada / pré-hipertensão, exigindo acompanhamento, mudança de estilo de vida e, conforme o risco global, possível uso de remédios.
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Meta de tratamento mais baixa: para hipertensos, o alvo recomendado passa a ser < 130/80 mmHg (quando bem tolerado).
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Risco cardiovascular em 10 anos: adoção do escore PREVENT para estratificar risco e guiar a intensidade do tratamento (combina pressão, diabetes, colesterol, obesidade e lesões de órgãos-alvo).
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Capítulos inéditos: diretrizes específicas para o SUS (atenção primária, uso de MAPA/MRPA quando disponível e priorização de fármacos ofertados na rede) e para saúde da mulher (anticoncepcionais, gestação, peri/pós-menopausa e seguimento após hipertensão gestacional).
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Início do tratamento: preferência por duas drogas em baixa dose no mesmo comprimido (quando possível), combinando tiazídicos, iECA/BRA e bloqueadores de canal de cálcio.
Estilo de vida continua sendo pilar
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Menos sal e ultraprocessados, plano alimentar tipo DASH, atividade física regular e perda de peso.
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Aumento de potássio na dieta (quando não houver contraindicação renal).
Transparência sobre a publicação
A diretriz foi lançada no 80º CBC e será publicada integralmente nos Arquivos Brasileiros de Cardiologia. Até a divulgação do texto completo, as sociedades informam que as mudanças se alinham ao movimento internacional que já classifica 120–129/70–79 mmHg como pressão arterial elevada e persegue metas <130/80 em larga escala.
Fontes: anúncio da SBC sobre o lançamento da nova diretriz no 80º CBC Instagram; contexto internacional (ESC 2024/2025) sobre “pressão elevada” e metas de controle .
Redigido por ContilNet
