O mês de setembro trouxe mais dias de chuva para Rio Branco, mas, segundo o coordenador da Defesa Civil Municipal, tenente-coronel Cláudio Falcão, o volume ainda não é suficiente para reverter o quadro de seca.
O Rio Acre voltou a subir nesta quarta-feira (24) na capital/ Foto: ContilNet
Mesmo assim, ele aponta um cenário de esperança, segundo Falcão, caso as precipitações aumentem a partir de outubro, a capital acreana pode, pela primeira vez em cinco anos, passar a temporada sem enfrentar enchentes.
“A partir da segunda quinzena do mês de outubro, nós podemos entrar sobre influências meteorológicas. E aí, dependendo se o fenômeno for La Niña ou El Niño, pode se intensificar as chuvas e também pode diminuir de vez. Caso essa chuva se intensifique a partir do mês de outubro, nós temos grandes chances de, a primeira vez, em cinco anos, não termos uma enchente em Rio Branco. Agora, se por acaso essas chuvas cessarem, nós temos a possibilidade de elas acontecerem ao mesmo tempo e seria mais um ano com inundação”, explicou.
Mesmo com os avanços, o cenário ainda é crítico, ressaltou o coordenador.
Tenente-coronel Cláudio Falcão, coordenador da Defesa Civil Municipal | Foto: Marcos Araújo/Secom
“Neste ano de 2025, nós temos mais dias com chuva, mas não são chuvas muito volumosas. Por exemplo, em 2016, choveu o dobro do que está chovendo agora em volumes. Agora, essa questão de chover todos os dias é muito importante para nós, porque dessa maneira melhora a qualidade do ar, a umidade relativa do ar e também as temperaturas. Isso é importante. mesmo assim, com essa quantidade de chuva, nós não saímos do cenário crítico de seca. Continuamos, a Defesa Civil continua abastecendo as comunidades, continua fazendo levantamento de prejuízos econômicos, levando ajuda humanitária e trabalhando muito” disse.
Apesar da seca, Cláudio Falcão afirmou que as chuvas recentes contribuem para a melhora do ar na capital acreana.
“Essa questão de chover todos os dias é muito importante para nós, porque dessa maneira melhora a qualidade do ar, a umidade relativa do ar e também as temperaturas. De qualquer maneira, nós podemos dizer que 2025 é um dos anos que nós estamos melhores”, afirmou.
