O Senado Federal aprovou, na noite da Ășltima terça-feira (2), por 50 votos a 24, o projeto que altera a Lei da Ficha Limpa e estabelece em oito anos o prazo de inelegibilidade para polĂticos condenados. A proposta jĂĄ havia passado pela CĂąmara dos Deputados e agora segue para sanção do presidente Luiz InĂĄcio Lula da Silva (PT).
A bancada do Acre se posicionou de forma unĂąnime. Os trĂȘs senadores do estado â MĂĄrcio Bittar (PL), SĂ©rgio PetecĂŁo (PSD) e Alan Rick (UniĂŁo Brasil) â votaram a favor da mudança, acompanhando a maioria da Casa.

A bancada do Acre se posicionou de forma unùnime/Foto: Reprodução
O texto aprovado é de autoria da deputada Dani Cunha (União-RJ), filha do ex-deputado Eduardo Cunha. A proposta recebeu apoio de parlamentares tanto da base governista quanto da oposição. Apenas o partido Novo orientou de forma unùnime o voto contrårio, representado pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE).
A mudança na Lei da Ficha Limpa altera a contagem do prazo de inelegibilidade, que agora passa a valer a partir da cassação do mandato e nĂŁo mais apĂłs o fim dele, reduzindo o tempo de afastamento da vida pĂșblica. A regra atinge todos os cargos eletivos, mas crimes graves como hediondos, lavagem de dinheiro e organização criminosa seguem com punição mais rĂgida. No caso de Jair Bolsonaro (PL), a alteração nĂŁo tem efeito: ele segue inelegĂvel atĂ© 2030 e ainda pode enfrentar nova condenação em julgamento no STF por tentativa de golpe.

