As três jovens argentinas brutalmente assassinadas em Florencio Varela, em Buenos Aires, no último sábado (20/9), são Brenda Castillo, 20 anos, Morena Verri, 20, e Lara Gutiérrez, 15. Elas foram torturadas e executadas durante uma transmissão ao vivo no Instagram.
Segundo o jornal argentino La Nación, Brenda e Morena eram primas, o que contribuiu para um abalo ainda maior dos seus familiares.
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Brenda era mãe de uma criança pequena e foi descrita pela família, em entrevista à imprensa local, como “uma boa menina”.
Ela foi esfaqueada no pescoço, mas antes teria sido agredida com golpes no rosto e teve a face esmagada. Em um ritual macabro, ela ainda teve o abdômen aberto pelos assassinos.
Assim como a prima, Morena também foi morta de forma brutal. Exames revelaram que ela foi espancada, atingida por golpes no rosto, e teve o pescoço quebrado.
A mais nova do trio, Lara, que ainda era uma adolescente, vivia com a família em uma residência em Buenos Aires. Por meio das redes sociais, a irmã dela contou que a casa foi alvejada por disparos de arma de fogo após o crime.
A mulher acusa uma quadrilha de peruanos de ter orquestrado os crimes.
Lara teve cinco dedos da mão esquerda e uma orelha decepados antes de ser morta com golpes no pescoço.
De acordo com informações publicadas pelo Clarín, as vítimas trabalhavam como profissionais do sexo.
Prisões e mandante foragido
Ao todo, 12 pessoas já foram presas, entre elas, suspeitos que limpavam a cena do crime com cloro e terra remexida. Os presos incluem argentinos e peruanos, apontados como integrantes da rede criminosa.
Segundo a polícia, a ordem para a execução partiu de um traficante peruano foragido, líder da quadrilha que domina a favela 1-11-14, em Buenos Aires, e que controla diversos pontos de venda de drogas na periferia sul.
A principal hipótese é que as jovens tenham sido assassinadas por vingança após uma delas reter um quilo de cocaína e US$ 70 mil pertencentes ao grupo.

