Semeia investiga queimadas e venda irregular de lotes em área de proteção na capital, diz secretaria

Durante a ação, os fiscais constataram áreas queimadas, roçados irregulares, armadilhas para captura de animais silvestres

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Rio Branco (Semeia) identificou focos de incêndio e diversas irregularidades na Área de Proteção Ambiental (APA) Irineu Serra, localizada nas proximidades da BR-364. A fiscalização ocorreu na tarde de quinta-feira (11) e mobilizou duas equipes até a região.

A APA Irineu Serra é destinada ao uso sustentável dos recursos naturais/ Foto: Vitória Souza, Secom

Durante a ação, os fiscais constataram áreas queimadas, roçados irregulares, armadilhas para captura de animais silvestres, açudes construídos sem autorização e derrubadas ilegais. “Detectamos focos de incêndio via monitoramento por satélite, o que motivou a fiscalização. Encontramos a área queimada e outras irregularidades, todas sem licenciamento e autorização”, explicou Edileuza Melo, chefe da equipe de fiscalização da Semeia.

A APA Irineu Serra é destinada ao uso sustentável dos recursos naturais, com atividades permitidas regulamentadas por plano de gestão, mesmo em terras privadas. Segundo Melo, a fiscalização é contínua, mas a área já é ocupada desde a década de 1980, antes da criação da APA em 2000.

lém das questões ambientais, a Semeia investiga a possível venda irregular de lotes de terra dentro da APA/ Foto: Vitória Souza, Secom

Dois moradores foram notificados para comparecer à Semeia na próxima segunda-feira (15) e apresentar documentos sobre as irregularidades. Um deles, identificado como João, afirmou que construiu um açude para irrigação de café, cacau e açaí, alegando desconhecer a necessidade de autorização prévia.

Além das questões ambientais, a Semeia investiga a possível venda irregular de lotes de terra dentro da APA, que pode comprometer a preservação da área e a aplicação das normas ambientais.

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