A PolĂcia Civil do Paraná (PCPR) afirmou que vai rastrear todas as pessoas que salvaram ou repassaram o vĂdeo em que seis adolescentes aparecem mantendo relações sexuais dentro de um Ă´nibus em Cascavel (PR). Pela lei brasileira, armazenar ou compartilhar pornografia infantil/adolescente Ă© crime, e os registros digitais exigidos pelo Marco Civil da Internet permitem ligar publicações e arquivos a usuários especĂficos mediante ordem judicial.
Como o rastreamento funciona, em linhas gerais
Provedores de internet (conexĂŁo) devem guardar registros de IP, datas e horários; já plataformas e apps precisam manter logs de acesso Ă s aplicações. Com um inquĂ©rito aberto, a polĂcia pede a preservação desses dados e, depois, requisita ao Judiciário a liberação dos registros. A partir daĂ, cruza-se IP, carimbo de tempo, informações de NAT/CGNAT e dados do assinante para reconstruir a rota do compartilhamento. O uso de perfis falsos nĂŁo impede a identificação quando há metadados, registros de login, aparelhos apreendidos e outras evidĂŞncias.

Foto: Reprodução
O que configura crime
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Compartilhar/divulgar: oferecer, transmitir, publicar ou distribuir conteúdo pornográfico com criança ou adolescente é crime previsto no art. 241-A do ECA, com pena de reclusão de 3 a 6 anos e multa.
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Guardar/possuir: adquirir, ter ou armazenar esse material Ă© crime pelo art. 241-B do ECA, com reclusĂŁo de 1 a 4 anos e multa.
Importante: basta um Ăşnico envio (inclusive em grupos ou DMs) para configurar o delito.
Por que “se esconder na internet” não funciona
Mesmo quando há tentativa de anonimato (conta fake, alias), as plataformas registram acessos, dispositivos e IPs. Com decisĂŁo judicial, a polĂcia obtĂ©m esses dados e identifica responsáveis. Em serviços no exterior, pode haver cooperação internacional. AlĂ©m disso, perĂcias em celulares e computadores recuperam histĂłrico, caches e backups.
O que fazer se vocĂŞ recebeu o vĂdeo
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NĂŁo abra, nĂŁo salve, nĂŁo encaminhe.
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Apague imediatamente do aparelho e da lixeira/backup.
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Denuncie Ă s autoridades competentes (delegacia local, Disque 100, plataformas).
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Se vocĂŞ for responsável legal de algum adolescente envolvido, procure a PCPR e o Conselho Tutelar para orientação e proteção da vĂtima.
Aviso legal e de proteção
A circulação dessas imagens viola direitos fundamentais das vĂtimas e revitimiza adolescentes. Divulgar “para alertar” tambĂ©m Ă© crime. A investigação da PCPR segue em sigilo por envolver menores.
Fonte: PCPR; Estatuto da Criança e do Adolescente – Lei nº 8.069/1990 (arts. 241-A e 241-B); Marco Civil da Internet – Lei nº 12.965/2014 (guarda e fornecimento de registros).
Redigido por Contilnet

