A mãe de Wesley Santos da Silva, morto durante a última noite da ExpoAcre 2023, voltou a se manifestar nesta quinta-feira (18), durante o segundo dia do julgamento do policial penal Raimundo Nonato Veloso da Silva Neto, acusado pelo crime. Em tom emocionado, Iza Souza pediu justiça e lembrou da trajetória do filho.

Ela ressaltou que Wesley tinha apenas 22 anos, era trabalhador e sustentava a família/ Foto: ContilNet
“É uma sensação que a gente ainda não sabe o resultado, mas é gratificante saber que a justiça está do nosso lado, que o Ministério Público está dando uma força muito grande nesse caso. O apelo de mãe que eu peço é que a justiça seja feita. A gente não aceita menos que isso”, afirmou.
Ela ressaltou que Wesley tinha apenas 22 anos, era trabalhador e sustentava a família. “O Wesley era um menino trabalhador, o Wesley era filho único do pai dele. Quando você perde um filho único, você já tem dimensão da dor que esse pai carrega, que eu carrego pelo meu filho. Ele era um menino de ouro, não merecia. O Raimundo Nonato tem que ser responsável e ele tem que pagar pelos atos que cometeu com o meu filho”, declarou.
Iza também relatou a dificuldade em lidar com a ausência. “Essa semana todinha não saiu do meu coração que eu ia sair daqui com o meu filho, que eu ia levar meu filho pra casa, dentro do carro, abraçando a gente. Mas eu sei que isso é impossível. A gente precisa correr atrás, por isso está aqui toda a família do Wesley. Rio Branco inteiro sabe da história dele e ficou revoltado com o que aconteceu, porque o Wesley não merecia.”
Segundo a mãe, a prisão do acusado é fundamental para evitar novas mortes. “A gente precisa parar esse homem, para ele não matar o filho de outra pessoa amanhã ou depois. Eu acredito na condenação dele. Acredito porque temos a lei dos homens e também temos a lei de Deus. Deus está vendo todo o meu sofrimento e o sofrimento do pai dele.”
Ela contou ainda que Wesley ajudava a cuidar do irmão mais novo, que sente falta do convívio diário. “Eu tenho um filho pequeno dentro de casa que o Wesley me ajudava muito a cuidar. Ele fala: ‘Mãe, cadê meu irmão? Meu irmão já está pra chegar do trabalho’. Até hoje, quando dá cinco e meia, meu filho espera pelo irmão dele. Isso é uma dor que arrasa todo mundo.”
Ao encerrar a fala, Iza reforçou o pedido por justiça. “Espero que a justiça seja feita. Nosso filho nunca mais vai voltar, mas a gente precisa que esse homem continue preso. Wesley tinha três empregos, era um menino trabalhador, tinha o mundo para conquistar”.
