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Três mulheres são sequestradas, torturadas e mortas em transmissão ao vivo

Por Geovany Calegário, ContilNet

O caso chocou Buenos Aires pela violência extrema e pelo fato de ter sido transmitido em um grupo privado no Instagram.

Morena Verri e Brenda del Castillo, ambas de 20 anos, e Lara Gutiérrez, de 15, foram atraídas para uma casa nos arredores de Buenos Aires sob a promessa de receber 300 dólares para participar de uma “festa sexual”. No entanto, as jovens foram sequestradas e torturadas por um grupo de traficantes de drogas.

Os corpos foram encontrados esquartejados na cidade de Florencio Varela, na província de Buenos Aires, na última quarta-feira, quatro dias após o desaparecimento das vítimas. O crime foi transmitido para cerca de 45 pessoas em um grupo fechado no Instagram, intensificando a comoção pública.

Crime brutal foi transmitido ao vivo para cerca de 45 pessoas em grupo fechado no Instagram/Foto: Reprodução

O governador da província, Axel Kicillof, informou que tudo indicava se tratar de um ato de “vingança” de um grupo internacional de tráfico de drogas, o que foi confirmado pelas investigações. Segundo as autoridades, o homicídio teria sido motivado por um suposto roubo de drogas cometido por uma das vítimas contra o líder do grupo criminoso na comunidade conhecida como Villa 1-11-14.

As investigações apontam que, após torturarem as jovens, os criminosos desmembraram os corpos, colocaram-nos em sacos de lixo e enterraram na frente da casa. O caso começou a ser investigado após denúncia do avô de Brenda e Morena, que eram primas. Câmeras de segurança mostraram que as três entraram em um carro com placa falsa, registrada como roubada meses antes, confirmando que o sequestro havia sido planejado.

A polícia também rastreou a trajetória das vítimas por meio da localização de seus celulares e da identificação do veículo. Javier Alonso, ministro da Segurança da província, afirmou: “Eles estavam tentando enviar uma mensagem: é isso o que acontece com quem me rouba droga”.

Quatro suspeitos foram presos por envolvimento no crime. Segundo as autoridades, todos estavam no local durante a operação policial e foram flagrados tentando limpar o sangue e eliminar provas.

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