Durante a sessão da Câmara Municipal de Rio Branco, nesta quarta-feira (10), o vereador Leôncio Castro utilizou o pequeno expediente para comentar o julgamento dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro, no Supremo Tribunal Federal (STF). O parlamentar fez críticas à atuação da Corte e elogiou o posicionamento do ministro Luiz Fux, que, segundo ele, apontou a falta de competência do Supremo para julgar os réus que não possuem foro privilegiado.
Castro destacou a diferença de trajetória entre Fux, que é juiz de carreira, e outros ministros como Alexandre de Moraes e Flávio Dino, que tiveram passagens pela política. Para o vereador, isso confere maior legitimidade ao voto de Fux no processo.
“Ele é juiz, sempre foi juiz, nunca foi secretário de Estado, como Moraes foi secretário, como o ministro Alexandre Moraes, que teve carreira política, a maioria da sua vida foi na carreira política, como secretário de Estado do governo Alckmin, no estado de São Paulo. Como Flávio Dino foi governador comunista pelo PCdoB no Maranhão, foi ministro do governo Lula. Essa é a grande diferença, ele é um magistrado, então ele tem legitimidade, bem mais legitimidade que os outros demais”, ressaltou.
O vereador também criticou a postura do Congresso Nacional e do Senado, classificando-os como “fracos” diante do que chamou de avanço do Judiciário sobre outras esferas de poder. “Os deputados e senadores têm rabo preso e não têm coragem de encarar de frente”, afirmou.
Por fim, Leôncio Castro ressaltou não se alinhar nem ao ex-presidente Jair Bolsonaro nem ao presidente Lula, afirmando falar em nome da população e criticou a atuação do judiciário e outros poderes.
“Não é a primeira vez que isso acontece, o judiciário vai tomar conta do Brasil, o judiciário faz o que bem quer, o Supremo está tratando esse país com mão de ferro e quem deveria tomar um posicionamento que é o Congresso Nacional e o nosso Senado da República não faz nada, sabe por quê? Porque não tem coragem de fazer isso. Hoje precisou um magistrado de carreira, filho de magistrado, para defender a nossa Constituição”, argumentou.

