O advogado norte-americano Mark Steven Zuckerberg, especialista em falências no estado de Indiana, entrou com uma ação judicial contra o empresário Mark Elliot Zuckerberg, CEO da Meta. Segundo o profissional do Direito, sua página comercial no Facebook foi suspensa cinco vezes nos últimos oito anos porque os sistemas da plataforma entenderiam que ele estaria se passando pelo fundador da rede social — classificando sua conta como falsa.

Mark Zuckerberg processa Mark Zuckerberg; entenda a confusão — Foto: David Paul Morris/Bloomberg
Zuckerberg afirma ter investido mais de US$ 11 mil em publicidade no Facebook para divulgar seus serviços, sem obter o retorno esperado. Com as suspensões, ele diz ter perdido os valores aplicados nos anúncios e sofrido dano à imagem junto a potenciais clientes. Na petição, o advogado anexou comunicações com a Meta desde 2017, nas quais questiona as desativações e tenta restabelecer o uso normal da página.
“Eu sou Mark Zuckerberg”
Diante da confusão recorrente, o advogado criou o site iammarkzuckerberg.org para relatar dificuldades cotidianas causadas pelo nome idêntico ao do bilionário. Ele diz evitar usar seu próprio nome ao fazer reservas ou fechar negócios, pois pessoas achariam tratar-se de um trote. Em um relato, durante uma palestra em Las Vegas, um motorista de limusine o aguardava com uma placa “Mark Zuckerberg”, o que gerou alvoroço por parte de quem esperava o magnata da tecnologia.
O advogado também relata ligações e mensagens de desconhecidos que acreditam estar falando com o CEO da Meta — incluindo pedidos de dinheiro e até ameaças. Embora diga não desejar “nenhum mal ao xará”, o profissional afirma que a situação mudou de figura quando passou a afetar sua carreira. Em tom irônico, acrescenta que, caso o executivo precise de ajuda e esteja em Indiana, assumiria o caso com prazer.
A ação de Mark S. Zuckerberg contra Mark E. Zuckerberg tramita na Suprema Corte de Indiana.
Fonte: TechCrunch; g1
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