O Acre ocupa o segundo lugar no ranking nacional de trabalhadores que utilizam a bicicleta como meio de transporte para o trabalho, segundo dados do Censo 2022 divulgados na última quinta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo com o levantamento, 13,3% dos deslocamentos diários no estado são feitos sobre duas rodas, índice superado apenas pelo Amapá, que lidera com 17,4%. O uso da bicicleta como alternativa de locomoção reforça a característica de cidades menores, onde as distâncias costumam ser curtas e o trânsito menos intenso.
Acre é o segundo estado do país com maior uso de bicicletas para ir ao trabalho, aponta IBGE/Foto: Reprodução
Por outro lado, o Acre está entre as unidades da federação com menor adesão ao transporte coletivo. Apenas 7,1% dos trabalhadores utilizam ônibus como principal meio de deslocamento para o trabalho, percentual superior apenas ao de Rondônia (4,2%) e Roraima (5,9%).
O estudo considera pessoas que se dirigem ao local de trabalho pelo menos três vezes por semana, analisando o tempo total de trajeto entre a residência e o emprego principal — sem incluir paradas intermediárias, como levar filhos à escola.
A maioria dos trabalhadores acreanos leva até 30 minutos para chegar ao serviço, principalmente aqueles que utilizam automóveis ou motocicletas. Já quem se desloca a pé costuma gastar menos tempo: a maior parte chega ao destino em até 15 minutos.
Entre os usuários de transporte público, o tempo médio é mais longo: mais de 60% levam de 30 minutos a 2 horas até o trabalho.
O levantamento também revela que 76,9% dos trabalhadores atuam no próprio município onde residem, enquanto 20,1% trabalham em casa ou na propriedade rural. Apenas 2,3% se deslocam para outro município.
O Censo ainda analisou os meios de transporte preferidos de acordo com a cor ou raça declarada dos trabalhadores. Entre pessoas brancas, 40,6% utilizam automóvel e 35,2% motocicleta. Entre os pardos, 41,3% preferem motocicleta e 28,8% carro. Já entre os pretos, 41,6% também usam motocicleta como principal meio, seguidos por 25,2% que optam pelo automóvel.
