Um vídeo que circula nas redes sociais reacendeu o debate sobre os limites e responsabilidades no convívio entre madrastas, padrastos e filhos. Nas imagens, registradas durante o que parece ser um chá de bebê, um menino tenta se aproximar do pai, mas é afastado pela madrasta. O gesto, aparentemente simples, ganhou grande repercussão e motivou uma reflexão publicada pela advogada Dra. Andréa Galliza em sua página no Instagram.

Galliza explicou que o afastamento emocional pode começar em pequenos gestos, mas traz consequências profundas | Foto: Reprodução
Em seu post, a especialista em Direito de Família destacou que atitudes como essa, quando se repetem, podem caracterizar alienação parental, crime previsto em lei e que ocorre quando um dos responsáveis, ou pessoas próximas, interfere na relação entre pai e filho.
“Quando uma madrasta afasta o enteado do convívio com o pai, não está apenas interferindo em uma relação familiar, está ferindo o direito da criança de amar livremente”, escreveu a advogada.
Galliza explicou que o afastamento emocional pode começar em pequenos gestos, mas traz consequências profundas. “É ali que nasce o medo de não ser bem-vindo, a confusão afetiva de quem ainda está aprendendo o que é amor e pertencimento”, alertou. Ela reforçou que o impacto não é apenas jurídico, mas também emocional e duradouro.
A advogada aproveitou a repercussão do vídeo para orientar pais e madrastas sobre a importância de preservar o bem-estar das crianças. “Criança não é rival. Amor não se divide, se multiplica. Ser madrasta não é substituir, é somar”, ressaltou.
No texto, Galliza também reforçou que os pais devem ficar atentos a sinais de afastamento e buscar ajuda profissional se perceberem mudanças no comportamento dos filhos. “A lei existe para proteger vínculos, não para destruí-los”, concluiu.
