O Acre contabilizou 137 mortes de bebês com menos de um ano de idade entre janeiro e outubro de 2025, conforme dados do Painel de Monitoramento de Mortalidade Infantil e Fetal, do Ministério da Saúde. Os números englobam casos ocorridos nos primeiros dias de vida e também óbitos considerados evitáveis.
Segundo o levantamento, 60 dessas mortes aconteceram ainda na primeira semana de vida, período conhecido como neonatal precoce. Outras 48 ocorreram entre o 28º dia e o primeiro ano, enquanto 29 foram classificadas como evitáveis, ou seja, poderiam ter sido prevenidas com ações apropriadas de assistência à gestante e ao recém-nascido.
O Ministério da Saúde destaca que fatores como a falta de acesso ao pré-natal, parto sem acompanhamento médico e ausência de cuidados pediátricos de rotina estão entre as principais causas desses óbitos.
No Norte, o total chegou a 2.354 mortes infantis no mesmo período, sendo quase 500 consideradas evitáveis. Em todo o Brasil, mais de 13 mil bebês não resistiram no primeiro ano de vida, um dado que reforça a importância de políticas públicas voltadas à saúde materno-infantil.

