Artigo de José Américo: Bocalom não será apenas mais um candidato, será um prefeito governador

A trajetória de Tião Bocalom mostra que a experiência acumulada na gestão municipal forma líderes mais sensíveis às realidades locais e preparados para governar todo um estado

Ninguém precisa ser prefeito para ser governador. A história política brasileira comprova isso, e o próprio Acre oferece um bom exemplo: o atual governador Gladson Cameli nunca administrou um município, mas conduz o estado com equilíbrio, diálogo e resultados. Ainda assim, há um diferencial importante em quem trilhou o caminho inverso — quem aprendeu a governar a partir da ponta, no contato direto com as comunidades, com os prefeitos e vereadores, com as carências e esperanças da população.

Bocalom não será apenas mais um candidato, será um prefeito governador/Foto: Reprodução

Esse é o caso de Tião Bocalom, que fez da gestão municipal uma verdadeira escola de administração pública. Foram cinco mandatos de prefeito — três em Acrelândia, município que ajudou a fundar e governou em diferentes períodos, e dois em Rio Branco – onde está atualmente – a capital do estado. Cada ciclo de governo representou um aprendizado novo: em Acrelândia, a experiência pioneira de construir um município do zero, implantando infraestrutura, escolas, postos de saúde e promovendo a produção agrícola como base na economia; em Rio Branco, o desafio de gerir uma capital complexa, modernizar a máquina pública e impulsionar o desenvolvimento urbano e rural.

Essa soma de experiências confere a Bocalom um olhar amplo e realista sobre o Acre. Ele conhece as necessidades do pequeno produtor e do empresário urbano, entende as limitações das prefeituras e sabe a importância de um governo estadual que apoie, e não centralize, as soluções. Por isso, sua trajetória o coloca entre os raros políticos que podem ser chamados de municipalistas por vocação — alguém que acredita que o desenvolvimento do estado começa pela força e autonomia dos seus municípios.

Mais do que gestor da capital do estado, Tião Bocalom é hoje também presidente da AMAC — Associação dos Municípios do Acre, função que amplia sua atuação como articulador político e institucional. À frente da entidade, ele coordena projetos transversais de interesse comum, buscando fortalecer a capacidade técnica e operacional das prefeituras, integrar políticas públicas e garantir que todos os municípios — grandes ou pequenos — tenham voz ativa junto ao governo estadual e federal.

Em cinco mandatos, não há registro de escândalos, denúncias ou desvios de conduta, apenas resultados concretos e reconhecimento público. Reeleito prefeito de Rio Branco em 2024 com ampla vantagem, Bocalom consolidou um modelo de gestão pautado em produção, emprego e renda — princípios que poderiam e podem facilmente sustentar um projeto de governo estadual.

Se vier a disputar o Governo do Acre em 2026, Tião Bocalom não será apenas mais um candidato: será um prefeito governador, moldado pela experiência, pela escuta e pela prática cotidiana de resolver problemas reais. Um líder que viveu a política do chão, que conhece as dores e as virtudes do interior e da capital, e que pode levar essa vivência ao comando do estado com a mesma firmeza e serenidade que o caracterizam em todos cargos públicos que conquistou com o voto do povo.

PUBLICIDADE