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As frases de Zambelli que marcaram processo de prisão: “Sou intocável”

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As frases de Zambelli que marcaram processo de prisão: “Sou intocável”

A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), presa em Roma desde julho, pode estar mais próxima de ser extraditada ao Brasil. O Ministério Público da Itália se manifestou favoravelmente ao pedido de extradição da parlamentar, segundo informou a Advocacia-Geral da União (AGU), nesta quarta-feira (22/10).

O parecer representa um avanço no processo que pode levar Zambelli de volta ao Brasil para cumprir a pena de 10 anos e oito meses de prisão imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF). 

Desde que fugiu do Brasil, a parlamentar declarou diversas vezes que era “intocável na Itália” e que o ministro Alexandre de Moraes, do STF, não poderia extraditá-la.

Relembre frases de Zambelli

A deputada foi condenada em maio deste ano por invadir o sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) com a ajuda do hacker Walter Delgatti Neto. Além da prisão, a decisão do STF determinou a perda do mandato parlamentar, que ainda deverá ser analisada pela Câmara dos Deputados.

Poucos dias após a condenação, Zambelli deixou o Brasil. Ela anunciou publicamente, em 3 de junho, que havia deixado o país, mas o Metrópoles apurou que a saída ocorreu em 25 de maio, por via terrestre, na fronteira entre Foz do Iguaçu (PR) e Puerto Iguazú (Argentina). De carro, seguiu até Buenos Aires e, de lá, embarcou para outro destino fora da América do Sul.

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Carla Zambelli, presa na Itália, deletou sua conta no X após desbloqueio determinado por Moraes

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Carla Zambelli

Foto: Hugo Barreto/Metrópoles3 de 7

A deputada Carla Zambelli (PL-SP) presta depoimento na CCJ da Câmara

Renato Araújo/Câmara dos Deputados4 de 7

Deputada federal Carla Zambelli

Reprodução/Youtube Câmara dos Deputados5 de 7

Zambelli em fórum da Itália

Cinthia Rodrigues/Metrópoles6 de 7

Deputada federal Carla Zambelli

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Deputada federal Carla Zambelli

Vinícius Schmidt/Metrópoles

Embora já tivesse sido condenada pelo STF, a deputada não estava impedida de viajar, pois o Supremo havia liberado o passaporte dela e não havia restrições à circulação durante a fase recursal.

A Procuradoria-Geral da República (PGR), contudo, pediu a prisão preventiva da parlamentar após confirmar a saída dela do país. O pedido foi acolhido pelo ministro Alexandre de Moraes, que também determinou a inclusão do nome de Zambelli na lista vermelha da Interpol, usada para localizar e prender foragidos internacionais.

Segundo a PGR, as ações da deputada e do hacker “comprometeram a segurança do Poder Judiciário e colocaram em risco a integridade dos sistemas da Justiça brasileira”.

Leia também

Outro processo no STF

Além da condenação pela invasão no sistema do CNJ, Carla Zambelli tem outra condenação no Supremo.

Em agosto, a deputada recebeu pena de 5 anos e 3 meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. A parlamentar perseguiu, armada, o jornalista Luan Araújo, apoiador do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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Carla Zambelli aponta arma a apoiador de Lula em São Paulo

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Reprodução

O episódio ocorreu em outubro de 2022, um dia antes do segundo turno das eleições, nas ruas do bairro Jardins, em São Paulo. A denúncia foi oferecida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e aceita pelo STF em agosto de 2023.

Além da pena, o STF impôs multa equivalente a 400 salários-mínimos da época, corrigida monetariamente, e determinou a perda do mandato parlamentar após o trânsito em julgado da sentença, quando não houver mais possibilidade de recurso.

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