Cantor Hungria segue na UTI após suspeita de intoxicação por metanol em Brasília

Irmão relata melhora surpreendente no quadro clínico do cantor

O rapper Gustavo Hungria, de 34 anos, continua internado na UTI do Hospital DF Star, em Brasília, após apresentar sintomas de intoxicação por possível ingestão de bebida alcoólica adulterada com metanol. Apesar de sinais de recuperação, o artista ainda precisa de cuidados intensivos e não tem previsão de alta.

Segundo o irmão do cantor, Leandro Hungria, o tratamento inclui sessões de hemodiálise. Ele explicou que o rapper chegou a sair da UTI momentaneamente para fazer fisioterapia no jardim do hospital, mas retornou para dar continuidade ao procedimento. “Ainda não há previsão de ele deixar a UTI. Hoje mesmo ele fará a segunda sessão de hemodiálise”, afirmou.

Irmão relata melhora surpreendente no quadro clínico do cantor/Foto: Reprodução

Leandro detalhou ainda que o primeiro processo de hemodiálise durou entre quatro e seis horas. Apesar do desgaste físico, Hungria surpreendeu os médicos ao apresentar evolução rápida. “Quando voltei hoje, fiquei surpreso de vê-lo caminhando com as fisioterapeutas, mesmo ainda com cateteres e acessos nos braços”, relatou.

Ele também lembrou do momento em que o artista passou mal. “Foi intenso, chegou vomitando, muito fraco e não aceitou a sonda nasal. Precisou receber o antídoto por via oral. Felizmente, desde então, o quadro tem evoluído bastante, de forma até inesperada para os médicos”, contou.

A assessoria de imprensa do cantor confirmou a melhora clínica. Em nota, informou que Hungria dormiu bem, conseguiu se alimentar normalmente e apresenta exames laboratoriais com índices metabólicos em normalização. Ainda assim, reforçou que não há previsão de saída da UTI.

Os exames que vão confirmar se a intoxicação foi realmente causada por metanol podem levar de cinco a sete dias para ficarem prontos. O caso é investigado pelo Ministério da Saúde como suspeita, sendo o primeiro registrado no Distrito Federal. Até o momento, o país contabiliza 59 notificações relacionadas à substância, com 11 casos confirmados e uma morte.

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