CĂĄrmen LĂșcia corrige advogado em sessĂŁo e nega que TSE tenha cogitado voto impresso

Por Portal Leo Dias 14/10/2025

A ministra CĂĄrmen LĂșcia, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pediu a palavra logo apĂłs a sustentação oral do advogado Melilo Diniz do Nascimento durante o julgamento do nĂșcleo 4 da trama golpista para corrigir uma afirmação feita por ele. O defensor, que representa Carlos Rocha, presidente do Instituto Voto Legal e responsĂĄvel por uma auditoria nas urnas eletrĂŽnicas a pedido do Partido Liberal (PL), afirmou que o TSE teria discutido a possibilidade de adotar o voto impresso, o que, segundo a magistrada, jamais ocorreu.

A ministra esclareceu que a Justiça Eleitoral nunca considerou a volta do voto impresso apĂłs a implantação das urnas eletrĂŽnicas, frisando que â€œĂ© preciso nĂŁo deixar nem subliminarmente compreensĂ­vel” a ideia de que o tribunal tenha cogitado essa medida. Segundo ela, o Congresso Nacional chegou a aprovar propostas para restabelecer a impressĂŁo do voto, mas as iniciativas foram questionadas e derrubadas pelo Supremo Tribunal Federal, que as considerou inconstitucionais nas açÔes diretas 4543 e 5988.

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CĂĄrmen LĂșcia votou a favor da responsabilização das plataformasReprodução: YouTube/TV Justiça
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Ministra CĂĄrmen LĂșcia no “FantĂĄstico”Reprodução: Globo
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Urnas EletrÎnicasReprodução: Internet
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Bolsonaro é interrogado no STFReprodução: TV Justiça

CĂĄrmen LĂșcia destacou que o sistema eletrĂŽnico foi concebido justamente para garantir o sigilo e a segurança do voto, e que a impressĂŁo fĂ­sica contrariaria esse princĂ­pio. “O Supremo nĂŁo disse ao TSE ‘deixe isso para lá’, porque o TSE em hora nenhuma chegou a este ponto. [
] Desde o inĂ­cio, as urnas eletrĂŽnicas tiveram como principal intenção o sigilo do voto do eleitor”, afirmou.

Após a intervenção, o advogado reconheceu o equívoco e concordou com os esclarecimentos da ministra. O episódio ocorreu durante a sessão da Primeira Turma do STF, que julga 7 réus acusados de disseminar desinformação e ataques às instituiçÔes, no contexto da tentativa de golpe de Estado de 2022.

A denĂșncia da Procuradoria-Geral da RepĂșblica (PGR) aponta que o grupo integrava o chamado “nĂșcleo da desinformação”, responsĂĄvel por espalhar notĂ­cias falsas sobre supostas fraudes nas urnas e difamar autoridades que se opuseram ao movimento golpista; entre elas o general Freire Gomes, ex-comandante do ExĂ©rcito. Os rĂ©us respondem por organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado DemocrĂĄtico de Direito e dano qualificado ao patrimĂŽnio da UniĂŁo.

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