O Acre enfrenta um crescimento expressivo nos casos de dengue em 2025. De acordo com o boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), divulgado até a semana 38, já são 7.102 registros confirmados da doença neste ano, contra 3.167 no mesmo período de 2024, um aumento de 68,01%. Os casos prováveis também subiram de forma significativa: 8.351 em 2025, ante 3.927 no ano anterior.

A dengue é transmitida exclusivamente pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti infectado com o vírus | Foto: Ilustrativa
Os municípios mais afetados são Rio Branco, com 3.323 casos confirmados, seguido de Cruzeiro do Sul (2.572) e Tarauacá (270). Entre as cidades acreanas, apenas Santa Rosa do Purus ainda não registrou ocorrências neste ano.

Apesar do avanço da vacinação, a cobertura ainda é considerada baixa. Segundo a Sesacre, apenas 25,91% da população recebeu a primeira dose, enquanto a segunda dose alcançou 10,08%. A imunização é vista como uma das principais estratégias para reduzir o impacto da doença nos próximos anos.

A dengue é transmitida exclusivamente pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti infectado com o vírus. Os sintomas geralmente aparecem entre 4 e 10 dias após a infecção e incluem febre alta, dor de cabeça intensa, dor atrás dos olhos, dores musculares e articulares, fadiga, náuseas, vômitos e manchas vermelhas na pele. Em casos mais graves, a doença pode provocar sangramentos, queda de pressão e complicações potencialmente fatais, exigindo atendimento médico imediato.
Como não existe medicamento específico contra o vírus, o tratamento é apenas sintomático. Recomenda-se repouso, hidratação constante e uso de remédios prescritos por profissionais de saúde para aliviar febre e dores. A automedicação deve ser evitada, especialmente com medicamentos que contenham ácido acetilsalicílico ou anti-inflamatórios, devido ao risco de sangramentos.
