Com choro durante audiência, P. Diddy é condenado a mais de 4 anos de prisão por abuso contra mulheres

Pena inclui multa de US$ 500 mil e já considera tempo de prisão cumprido

O rapper e empresário Sean “Diddy” Combs foi condenado nesta sexta-feira (3) a quatro anos e dois meses de prisão pela Justiça dos Estados Unidos. A sentença foi anunciada pelo juiz Arun Subramanian, em Nova York, e inclui ainda o pagamento de uma multa de US$ 500 mil. Diddy já havia cumprido pouco mais de um ano da pena, pois está preso desde setembro de 2024.

O artista, um dos grandes nomes do hip-hop dos anos 1990, foi considerado culpado em duas acusações de transporte para fins de prostituição. No entanto, foi absolvido das acusações mais graves, como tráfico sexual e conspiração para extorsão. A pena poderia chegar a 20 anos, mas o juiz optou por uma condenação menor, destacando que era necessária uma punição substancial para reforçar que abusos contra mulheres não passam impunes.

filhos-de-diddy-imploram-por-clemencia-antes-da-sentenca-do-rapper

Pena inclui multa de US$ 500 mil e já considera tempo de prisão cumprido

Durante a leitura da sentença, Subramanian ressaltou a importância dos testemunhos das vítimas, agradecendo a coragem delas. Ele também reconheceu a influência de Diddy na música e no empreendedorismo, mas afirmou que suas contribuições não apagam os abusos cometidos. “Você abusou física, emocional e psicologicamente de mulheres que dizia amar”, afirmou o magistrado.

Na audiência, Diddy disse estar arrependido, afirmando que as pessoas podem mudar e que deseja transformar sua trajetória a partir dessa experiência. Ele reconheceu que não pode alterar o passado, mas que pretende focar no futuro. Sua defesa também pediu uma pena mais branda, alegando traumas de infância e reforçando o impacto positivo que o artista teve na vida de muitas pessoas.

O julgamento foi acompanhado de perto pela família. Seis dos sete filhos de Diddy estavam no tribunal e prestaram depoimentos em defesa do pai, destacando que ele aprendeu com os erros e que ainda é fundamental em suas vidas. Um dos momentos mais emocionantes foi quando Jessie Combs relembrou a morte da mãe, em 2018, e contou que o pai foi seu apoio na fase mais difícil.

As vítimas também tiveram voz no processo. Cassie Ventura, uma das principais acusadoras, foi representada por seu advogado, que destacou a importância da sentença como reconhecimento do trauma causado. A promotoria reforçou que o caso não se limitava a histórias de festas ou excessos, mas a crimes reais que deixaram marcas profundas nas vítimas.

Apesar da condenação, a defesa afirmou que Diddy já sofreu punição significativa com a exposição pública do caso e segue arrependido. O rapper continuará preso, e ainda resta definir se haverá recursos. Para o juiz, a decisão final simboliza tanto justiça para as vítimas quanto responsabilidade para um dos nomes mais influentes da indústria musical dos Estados Unidos.

PUBLICIDADE