Em entrevista concedida ao ContilNet, nesta terça-feira (21), durante visita à Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), o secretário de Planejamento e Gestão do Acre (Seplag), Ricardo Brandão, apresentou os projetos que deverão ser financiados pelos empréstimos solicitados pelo governador Gladson Cameli à Casa do Povo, no valor de R$ 280 milhões.
Segundo Brandão, a aplicação dos recursos, se aprovados, será direcionada para resolver três problemas principais enfrentados pelo estado: garantir o desenvolvimento, reduzir custos operacionais de energia elétrica e abordar questões socioambientais.
“A preocupação do governo hoje é resolver três problemas. O primeiro deles é garantir o desenvolvimento do Estado com a ampliação das cadeias produtivas. O segundo é reduzir os custos operacionais dos serviços de energia elétrica. E o terceiro é resolver os problemas socioambientais que hoje se visualizam dentro do Estado do Acre”, explicou Brandão.
Ele detalhou algumas das iniciativas propostas, começando pela construção de um centro de Artesanato Acreano, que visa “impulsionar o turismo local e estimular essa cadeia que é tão rica dentro do Estado do Acre”. Outra proposta significativa é a implantação de usinas fotovoltaicas, que têm como objetivo “reduzir os custos da energia elétrica para os órgãos públicos”.
Brandão também mencionou a necessidade de um jardim botânico na área do Irineu Serra, que atenderá a uma demanda de potencial turístico, e destacou a importância de resolver problemas em áreas afetadas por invasões, como a implantação do sistema de macro-drenagem da bacia do Igarapé São Francisco.
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Ainda segundo o secretário, a criação de “pelo menos três viveiros públicos dentro do Estado” é uma prioridade. “Um no Juruá, um na região do Tarauacá/Envira, outro no Alto Acre, com a finalidade de apoiar os pequenos produtores com a disponibilização de mudas frutíferas, como café, cacau e tantas outras frutíferas que possam estar impulsionando a cadeia da fruticultura no Estado do Acre”, continuou.
Brandão também comentou sobre o desafio dos embargos ambientais enfrentados por alguns produtores:
“Uma das soluções de sair desses embargos ambientais é a evolução em relação ao CAA, o Cadastro Ambiental Rural e o PRA. Para que isso possa evoluir, depende, simplesmente, de disponibilização de um projeto de recuperação das áreas.” Ele ressaltou que o Estado pretende ajudar pequenos produtores com áreas embargadas, oferecendo suporte para a recuperação de pelo menos 2 mil hectares de sistemas agroflorestais.
O fortalecimento da assistência técnica também foi abordado: “Um dos gargalos que nós temos hoje é a insuficiência de assistência técnica para atender a todos. Então, com essa operação, nós pretendemos solucionar essa questão”.
Por fim, Brandão destacou a importância de uma política de fortalecimento da lavoura e pecuária no Acre, afirmando que é essencial trabalhar para responder tanto a questões ambientais quanto produtivas. “O que se busca hoje é garantir o desenvolvimento integral para o Estado do Acre, reduzir custos operacionais, mas, especificamente, resolver problemas que estão na pauta do dia hoje, que são questões que o Estado do Acre tem o maior ânimo de apoiar o setor produtivo, apoiar o produtor rural que passa por necessidades em nosso Estado e nossa região”, finalizou.

