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Defesa de Virginia diz que “histeria” gerou cancelamentos de pedidos

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Defesa de Virginia diz que “histeria” gerou cancelamentos de pedidos

Ao pedir que a Justiça de Goiás suspenda a proibição de Virginia Fonseca de realizar lives até comprovar estoque suficiente de produtos da WePink, os advogados da influenciadora alegaram que uma “histeria generalizada” gerou “salto abrupto de cancelamentos” dos pedidos da marca.

O requerimento, apresentado à 7ª Câmara Cível de Goiânia, diz que WePink registrou 6.102 cancelamentos, em 11 dias. A quantidade corresponde a 68,86% do número contabilizado em todo o mês de agosto. Segundo os advogados, a “histeria” foi provocada pela divulgação da liminar que proíbe as lives.

“Mantido esse ritmo, o mês completo alcançaria cerca de 17.197 cancelamentos — quase o dobro do observado em agosto”, alegou a defesa.

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O juiz F. A. de Aragão Fernandes negou o pedido. Em decisão publicada na quinta-feira (30/10), o magistrado entendeu que o número de reclamações da marca não pode ser desprezado.

“Segundo os dados [apresentados pela defesa de Virginia], nos últimos seis meses foram registradas 32.446 reclamações em todo território nacional, o que representa uma média mensal de 5.407  reclamações e uma média diária de 180 reclamações. Ao contrário do que alegam, ao menos em uma análise rápida do agravo, referido número de consumidores lesados, em apenas seis meses, não pode ser considerado desprezível. Ao contrário, conferem densidade às alegações de práticas abusivas, em convincente desrespeito as normas protetivas do Código de Defesa do Consumidor”, analisou o juiz.

Proibição de lives

Em 13 de outubro, o Ministério Público de Goiás (MPGO) apresentou o documento com o pedido de tutela de urgência para proibir que Virginia realizasse lives sobre a We Pink. O pedido foi acolhido pela Justiça, que determinou que a empresa não faça lives e ações publicitárias de vendas virtuais.

No documento, o MP anexou prints das publicações promocionais.

Entenda o caso

 

 

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