Dois motivos pesam contra Pacheco para ser indicado por Lula ao STF

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O ministro Luís Roberto Barroso anunciou nesta quinta-feira (9/10) sua aposentadoria do Supremo Tribunal Federal (STF), faltando oito anos para o término do mandato. A decisão abre caminho para a escolha de seu sucessor na Corte.

O senador Rodrigo Pacheco já foi citado pelo decano do STF, Gilmar Mendes, como “nosso candidato ao STF”. O parlamentar também tem o apoio do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil).

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No entanto, integrantes do entorno do presidente Lula avaliam que Pacheco não é o nome prioritário para a sucessão.

O primeiro motivo é político: Pacheco é tratado como plano A de Lula para disputar o governo de Minas Gerais em 2026, o segundo maior colégio eleitoral do país — considerado estratégico para qualquer presidenciável, já que historicamente vencer em Minas tem sido determinante para o resultado nacional.

O segundo motivo é técnico. Interlocutores do governo veem o senador como inclinado a favorecer interesses da iniciativa privada em litígios envolvendo a União, como demonstrou ao se posicionar contra o fim imediato da desoneração da folha de pagamentos.