“Dublê de rico” de Águas Claras é preso acusado de aplicar golpe de R$ 4 milhões

Fabrício Reis exibia vida de luxo nas redes sociais enquanto integrava organização criminosa que fraudava instituições financeiras em todo o país

A Polícia Civil prendeu Fabrício Reis, de 34 anos, morador de Águas Claras (DF), acusado de integrar uma organização criminosa especializada no golpe da falsa compra. O homem, que ostentava uma rotina de luxo nas redes sociais, foi alvo de uma operação conjunta entre a Polícia Civil do Rio Grande do Norte (PCRN) e a Divisão de Análise de Crimes Virtuais (DCV/CORF), na manhã de quinta-feira (30/10).

Reprodução/Redes sociais

Com mais de 25 mil seguidores nas redes, Fabrício se apresentava como empresário bem-sucedido e publicava fotos e vídeos em destinos paradisíacos, ao lado de carros de luxo, roupas de grife e viagens internacionais. Entre os bens apreendidos durante a ação policial está um BMW zero quilômetro, adquirido com dinheiro proveniente das fraudes, segundo a investigação.

💳 Esquema de fraude e lavagem de dinheiro

As investigações apontam que o grupo utilizava maquinetas de cartão e contas de empresas de fachada para simular compras e, posteriormente, contestar as transações, causando prejuízo a pelo menos 16 instituições financeiras.

Durante a operação, foram bloqueados mais de R$ 3 milhões em contas ligadas aos investigados e a “laranjas” — pessoas que emprestavam seus nomes para movimentações ilícitas. Ao todo, mais de 15 mandados judiciais foram cumpridos nos estados do Rio Grande do Norte, Paraíba, São Paulo e Distrito Federal.

A polícia também apreendeu mais de 25 veículos, avaliados em cerca de R$ 4 milhões, além de documentos e registros bancários que estão sendo analisados para identificar outros envolvidos.

🚔 Vida de luxo financiada por golpes

Fabrício, que nas redes sociais se apresentava como “empresário” e influenciador, fazia questão de exibir uma vida de alto padrão. As investigações, no entanto, revelam que a ostentação era sustentada por fraudes bancárias e lavagem de dinheiro.

Agora, o “dublê de rico” de Águas Claras se tornou o rosto de um dos maiores esquemas de fraude bancária recentemente desarticulados no Distrito Federal.

Fonte: Polícia Civil do Rio Grande do Norte / DCV-CORF
✍️ Redigido por ContilNet

PUBLICIDADE