Ícone do site ContilNet Notícias

Empresa de Buzeira recebeu dinheiro de esquema criminoso, diz PF

Por

empresa-de-buzeira-recebeu-dinheiro-de-esquema-criminoso,-diz-pf

Empresa de Buzeira recebeu dinheiro de esquema criminoso, diz PF

A Polícia Federal (PF) apontou supostos indícios de participação do influenciador Bruno Alexssander Souza Silva, conhecido como Buzeira, em esquema de lavagem de dinheiro. O famoso, que tem mais de 15 milhões de seguidores no Instagram, foi preso na semana passada. Ele deixou a sede da PF em São Paulo e seguiu para um centro de detenção do estado nesta terça-feira (21/10).

Leia também

Representação à Justiça

Em representação encaminhada à Justiça Federal, a Polícia Federal destacou que Buzeira aparece em um esquema criminoso investigado no âmbito da operação que apura movimentações financeiras de alto valor entre pessoas físicas e jurídicas.

Segundo o documento, o influenciador figura como um dos principais destinatários de recursos enviados por Rodrigo de Paula Morgado, apontado como contador e operador financeiro do grupo. A PF afirma que a empresa Buzeira Digital teria recebido cerca de R$ 19,7 milhões em transferências diretas de Morgado, valor considerado incompatível com a capacidade econômica e as margens declaradas da empresa.

Ainda de acordo com os policiais, Buzeira mantém padrão de vida considerado incompatível com atividade lícita declarada. O influenciador é famoso nas redes sociais por ostentar bens de luxo e realizar rifas de alto valor.

6 imagensFechar modal.1 de 6

O influencer Buzeira

Reprodução/Instagram2 de 6

Buzeira foi alvo de uma operação da Polícia Federal

Instagram/Reprodução3 de 6

Buzeira posa com bolos de dinheiro para as redes sociais

Instagram/Reprodução4 de 6

Buzeira está preso há uma semana

Instagram/Reprodução5 de 6

Buzeira e Hillary

Reprodução/Instagram6 de 6

Neymar citado

O relatório da Polícia Federal cita a entrega simbólica de um cordão de ouro avaliado em aproximadamente R$ 2 milhões ao jogador Neymar Jr., fato que contribuiu para sua ampla exposição na mídia.

O documento enviado à Justiça Federal pela PF reforça, ainda, que o influenciador já teria sido indiciado anteriormente em outros inquéritos, incluindo a Operação Cardano III, conduzida pela Polícia Civil de São Paulo, que apurou crimes como lavagem de dinheiro, contravenções penais e infrações contra a ordem econômica. Na ocasião, foram apreendidos 51 veículos, entre automóveis, motocicletas e uma lancha.

O documento também faz referência a supostas ligações indiretas de Buzeira com o Primeiro Comando da Capital (PCC), apontadas em relatórios da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo (MPSP), bem como citações a transações financeiras suspeitas envolvendo o clube Corinthians.

No suposto esquema milionário e criminoso, o contador transferia valores à empresa do influenciador, e não o contrário. A Polícia Federal sustenta que a dinâmica das transferências configura indício de possível ocultação da origem dos recursos, justificando medidas cautelares, como a decretação da prisão preventiva.

Sair da versão mobile