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Estreando no horário nobre, Alana Cabral recorda racismo na infância

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Estreando no horário nobre, Alana Cabral recorda racismo na infância

Alana Cabral, de apenas 18 anos, está prestes a conquistar o público de vez. A jovem atriz faz sua estreia no horário nobre da TV Globo interpretando Joélly, uma das protagonistas da nova novela Três Graças, que será exibida a partir da próxima segunda-feira (20/10).

Com carisma de sobra e talento reconhecido nos bastidores, Alana promete ser um dos grandes nomes da nova geração de atrizes brasileiras. A personagem da moça vai encarar um grande desafio: a gravidez na adolescência.

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Desafios no início

Quem vê a expectativa do sucesso da nova novela não tem ideia de que o caminho que Alana Cabral percorreu até aqui nem sempre foi fácil. Aos 6 anos, ainda em Arujá, São Paulo, ela insistiu com a mãe para participar de um concurso de beleza infantil.

O resultado? Foi coroada Miss Arujá 2013, sendo a única menina negra entre as concorrentes. O momento, que deveria ser só de alegria, também revelou o lado cruel do preconceito.

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Em Três Garças, Alana Cabral vai interpretar Joélly

Victor Pollak/TV Globo2 de 6

Alana Cabral posa durante o lançamento da novela

Dani Toviansky/TV Globo3 de 6

Alana Cabral posa durante o evento de lançamento da novela Três Graças.

Edu Lopes/TV Globo4 de 6

Alana Cabral posa sorridente para as redes sociais

Instagram/Reprodução5 de 6

Alana Cabral posa caracterizada como Joélly, de Três Garças

Estevam Avellar/TV Globo6 de 6

Estreando no horário nobre, Alana Cabral recorda racismo na infância

Instagram/Reprodução

“Na época, eu não entendia o que estava acontecendo, porque não via problema em ser negra. Mas minha mãe ouviu pessoas dizendo: ‘Tinha que ser aquela negrinha ganhando’”, contou.

Blindada

Ainda durante o bate-papo, atriz revelou que ainda não entendia o que estava acontecendo: “Só mais tarde percebi o quanto aquilo refletia o racismo que tantas pessoas enfrentam todos os dias”, disse.

Hoje, a artista usa essa vivência como combustível para inspirar outras meninas negras que sonham com o sucesso e buscam se ver representadas nas telas: “Naquele momento, o racismo foi me blindando”, contou Alana, emocionada.

E finalizou: “Nunca tive problema de ser negra. Adoro meu cabelo”, garantiu ela, que estreou na novela Verão 90, na TV Globo, em 2019.

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