Estudo revela que feijões do Vale do Juruá têm proteínas e antioxidantes acima da média

De acordo com o levantamento, as variedades Costela de Vaca e Manteiguinha Branco alcançaram até 27% de proteína, índice superior à média nacional e mundial

Por Vitor Paiva, ContilNet 19/10/2025 Atualizado: há 6 meses

Um estudo realizado no Vale do Juruá, no Acre, identificou que variedades tradicionais de feijão cultivadas por agricultores familiares apresentam níveis elevados de proteínas e antioxidantes naturais, com potencial para valorização no mercado. A pesquisa integra a tese da professora Guiomar Almeida Sousa, do Instituto Federal do Acre (Ifac), orientada por Amauri Siviero, da Embrapa Acre.

Estudo revela que feijões do Vale do Juruá têm proteínas e antioxidantes acima da média

Os resultados sobre os sistemas agrícolas tradicionais do Acre serão apresentados durante o evento Agrizone, na COP30/Foto: Foto: Globo Repórter/ Reprodução

De acordo com o levantamento, as variedades Costela de Vaca e Manteiguinha Branco alcançaram até 27% de proteína, índice superior à média nacional e mundial. Os feijões também apresentaram altos níveis de antocianinas, antioxidantes naturais, variando de 420 a 962 microgramas por grama, valor acima do registrado em variedades brancas e coloridas.

O estudo apontou ainda que os grãos mantêm a conservação por até 12 meses, reforçando o potencial de armazenamento e a qualidade das sementes tradicionais. Segundo os pesquisadores, os cultivos do Vale do Juruá se desenvolvem em sistemas agrícolas tradicionais, adaptados ao clima e à biodiversidade local. A região concentra a maior diversidade de feijões do estado, com registro de 23 variedades no município de Marechal Thaumaturgo.

Os autores destacam que o conhecimento sobre a composição nutricional e a conservação genética das variedades pode contribuir para agregar valor ao produto, gerar renda para pequenos produtores e incentivar a criação de selos de Indicação Geográfica e de produção orgânica.

Os resultados sobre os sistemas agrícolas tradicionais do Acre serão apresentados durante o evento Agrizone, na COP30, em Belém (PA), como exemplo de patrimônio cultural e genético da Amazônia.

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