Estudo revela surpreendente nĂșmero de pessoas que se relacionam com IA

Por MetrĂłpoles 17/10/2025

Um novo levantamento da Vantage Point Counseling Services revelou que os relacionamentos entre humanos e inteligĂȘncias artificiais estĂŁo longe de ser algo raro. Segundo o estudo, 28% dos adultos norte-americanos afirmaram jĂĄ ter vivido algum tipo de relação romĂąntica ou atĂ© “íntima” com uma IA.

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O fenĂŽmeno reflete a maneira como os avanços tecnolĂłgicos vĂȘm transformando nĂŁo apenas o trabalho e a comunicação, mas tambĂ©m a forma como as pessoas buscam afeto e conexĂŁo. À medida que os chatbots se tornam mais sofisticados e empĂĄticos, muitos usuĂĄrios os consideram atĂ© melhores interlocutores do que outros seres humanos.

AlĂ©m dos envolvimentos amorosos, mais da metade dos entrevistados (53%) disseram manter algum tipo de vĂ­nculo com uma IA — como amigo, confidente ou colega virtual. Entre as plataformas que mais despertam conexĂŁo emocional estĂŁo o ChatGPT, seguido por Character.ai, Alexa, Siri e Gemini.

Imagem mostra um celular com vårios balÔes de conversa, IA - MetrópolesEspecialistas se preocupam com a busca por aconselhamento psicológico em ferramentas de IA

O estudo também aponta diferenças geracionais. Adultos em relacionamentos eståveis mostraram maior propensão a buscar intimidade com IA, enquanto metade das pessoas com mais de 60 anos afirmou não considerar esse tipo de interação uma forma de traição. Jå os mais jovens (18 a 29 anos) tendem a ver esses laços como uma violação de confiança.

“Traição nĂŁo Ă© apenas fĂ­sica; envolve sigilo e quebra de acordos”, explica Michael Salas, fundador da Vantage Point. “Para alguns, uma relação com IA Ă© inofensiva. Para outros, ultrapassa limites. O essencial Ă© discutir abertamente quais sĂŁo esses limites.”

ilustração de um robĂŽ utilizando mĂĄscara que imita o rosto de uma pessoa. - MetrĂłpolesO contato constante com conteĂșdos gerados por inteligĂȘncia artificial tem o potencial de alterar a forma como o cĂ©rebro humanos perceber a realidade

Salas destaca ainda que a curiosidade e o apelo da novidade impulsionam o interesse por essas experiĂȘncias, atĂ© mesmo entre casais satisfeitos. “Muitas vezes, nĂŁo Ă© sinal de insatisfação, mas de exploração — algo que parece seguro e sem grandes riscos.”

Apesar disso, ele faz um alerta: a intimidade digital pode gerar dependĂȘncia, evitar conflitos reais e criar expectativas irreais sobre os relacionamentos humanos. “Esses padrĂ”es podem dificultar a construção de conexĂ”es saudĂĄveis no mundo real”, encerra.

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