Os analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC) reduziram a estimativa de inflação para 2025 pela terceira semana consecutiva. É o que mostra a nova edição do Relatório Focus, divulgada nesta segunda-feira (13/10).
Inflação
- De acordo com o relatório, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, deve terminar este ano em 4,72%, ante 4,8% da semana anterior.
- Segundo o Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta de inflação para este ano é de 3%.
- Como há um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, a meta será cumprida se ficar entre 1,5% e 4,5%.
- O mercado continua esperando, portanto, que a inflação estoure o teto da meta neste ano, mas por uma margem cada vez menor.
- Em relação ao ano que vem, os economistas consultados pelo BC mantiveram a projeção em 4,28%.
- Para 2027, o índice esperado se manteve em 3,9%.
Inflação em setembro ficou em 0,48%
Os preços de bens e serviços do país avançaram 0,48% em setembro, após registrar deflação de 0,11% em agosto. Nos últimos 12 meses, a inflação acumula alta de 5,17%, ainda acima do teto da meta (4,5%).
No ano, o índice acumula alta de 3,64%. No mesmo mês de 2024, a variação foi de 0,44%. A alta do mês foi puxada pela energia elétrica, que subiu 10,31%.
Os dados fazem parte do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, divulgado na última quinta-feira (9/10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
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Inflação é o termo da economia utilizado para indicar o aumento generalizado ou contínuo dos preços de produtos ou serviços. Com isso, a inflação representa o aumento do custo de vida e a consequente redução no poder de compra da moeda de um país
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Em outras palavras, se há aumento da inflação, o dinheiro passa a valer menos. A principal consequência é a perda do poder de compra ao longo do tempo, com o aumento dos preços das mercadorias e a desvalorização da moeda
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Existem várias formas de medir a inflação, contudo, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é o mais comum deles
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No Brasil, quem realiza a previsão da inflação e comunica a situação dela é o Banco Central. No entanto, para garantir a idoneidade das informações, a pesquisa dos preços de produtos, serviços e o cálculo é realizado pelo IBGE, que faz monitoramento nas principais regiões brasileiras
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De uma forma geral, a inflação pode apresentar causas de curto a longo prazo, uma vez que tem variações cíclicas e que também pode ser determinada por consequências externas
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No entanto, o que influencia diretamente a inflação é: o aumento da demanda; aumento ou pressão nos custos de produção (oferta e demanda); inércia inflacionária e expectativas de inflação; e aumento de emissão de moeda
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No bolso do consumidor, a inflação é sentida de formas diferentes, já que ela não costuma agir de maneira uniforme e alguns serviços aumentam bem mais do que outros
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Isso pode ser explicado pela forma de consumo dos brasileiros. Famílias que possuem uma renda menor são afetadas, principalmente, por aumento no preço de transporte e alimento. Por outro lado, alterações nas áreas de educação e vestuário são mais sentidas por famílias mais ricas
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Ao contrário do que parece, a inflação não é de todo mal. Quando controlada, é sinal de que a economia está bem e crescendo da forma esperada. No Brasil, por exemplo, temos uma meta anual de inflação para garantir que os preços fiquem controlados. O que não pode deixar, na verdade, é chegar na hiperinflação – quando o controle de todos os preços é perdido
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PIB
Segundo o Focus, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil para 2025 deve ter crescimento de 2,16%, a mesma projeção da semana passada.
- Para 2026, a previsão de crescimento da economia se manteve em 1,8%.
- Para 2027, a estimativa recuou de 1,9% para 1,83%
- Em 2024, o PIB brasileiro fechou em alta de 3,4%, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Juros
- Em relação à taxa básica de juros da economia, a Selic, o mercado financeiro manteve a estimativa para o fim de 2025 em 15% ao ano.
- Para 2026, a projeção permaneceu em 12,25% ao ano.
- Para 2027, o mercado manteve a estimativa para a Selic em 10,5% ao ano.
- Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), a Selic foi mantida em 15% ao ano.
- A próxima reunião do colegiado está marcada para os dias 4 e 5 de novembro.
A taxa básica de juros é o principal instrumento do BC para controlar a inflação. A Selic é utilizada nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas da economia.
Dólar
- Os analistas consultados pelo BC mantiveram a projeção para o dólar em 2025 em R$ 5,45.
- Para 2026, a estimativa recuou de R$ 5,53 para R$ 5,50.
- Para 2027, o mercado também cortou a projeção, de R$ 5,56 para R$ 5,51.
Relatório Focus
O Relatório Focus resume as expectativas de mercado coletadas até a sexta-feira anterior à sua divulgação. O boletim é divulgado, normalmente, às segundas-feiras.
O relatório traz a evolução gráfica e o comportamento semanal das projeções para índices de preços, atividade econômica, câmbio (dólar), taxa Selic, entre outros indicadores.
As projeções são do mercado, não do BC. A autoridade monetária só reúne e divulga os dados.
Yanka Romão/Arte Metrópoles
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