A polícia desmantelou uma associação criminosa que, depois de acessar processos judiciais, se passava por advogados para obter vantagens financeiras de vítimas. Nove suspeitos foram presos durante a operação, que aconteceu nessa quinta-feira (30/10), sendo quatro em uma mansão no Guarujá, no litoral, e cinco em São Paulo capital.
O grupo criou uma espécie de coworking na residência de luxo. No local, os indivíduos montaram uma antena de internet por satélite para não utilizar o Wi-Fi do proprietário e tentar mascarar o IP, para dificultar a ação da polícia. Segundo as apurações, eles obtinham informações sobre processos por meio de senhas oficiais.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública, a operação aconteceu em conjunto com a Divisão de Investigações sobre Crimes Cometidos por Facções Criminosas e Lavagem de Dinheiro (Disccpat). “Diligências seguem em andamento para apurar o envolvimento de outros possíveis integrantes do grupo”, informou a pasta.
Em nota ao Metrópoles, o Tribunal de Justiça de São Paulo informou que não houve invasão clandestina aos sistemas nem vazamento de dados de processos. Os acessos citados ocorreram com o uso de senhas válidas, com a colaboração de pessoas externas ao Tribunal autorizadas pelo sistema de Justiça. Não há qualquer indicação de participação de integrantes do TJSP.
Importante destacar que a disponibilização de informações processuais para consulta pela internet segue rigorosamente os normativos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) quanto à publicidade dos dados nos processos eletrônicos.
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