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Greve por tempo indeterminado paralisa escolas no Acre; prefeitura segue com diálogo

Por José Halif, ContilNet

A rede municipal de ensino de Cruzeiro do Sul enfrenta uma paralisação por tempo indeterminado. O movimento, iniciado nesta semana, foi decidido em assembleia do SINTEAC – Sindicato dos Trabalhadores em Educação, que cobra principalmente o reajuste salarial dos professores e profissionais contratados temporariamente.

Movimento foi deflagrado nesta semana/Foto: Reprodução

De acordo com o sindicato, a reivindicação vem sendo feita desde o início do ano e não foi atendida pela gestão municipal. Em assembleia realizada no auditório da Escola Professor Flordorado Cabral, a categoria reafirmou a continuidade da greve. O encontro contou com a presença da presidente estadual do sindicato, professora Rosana Nascimento, que reforçou o apoio à mobilização.

O presidente do SINTEAC em Cruzeiro do Sul, Pedro Lima, destacou a unidade dos trabalhadores. “A greve é por tempo indeterminado e só a gestão municipal pode definir o seu encerramento, apresentando uma proposta que dialogue com os profissionais”, disse.

Para a professora Rita Oliveira, o tratamento dado aos servidores temporários precisa ser revisto com urgência. “Os professores provisórios estão com salários defasados em relação aos efetivos, mesmo desempenhando o mesmo trabalho e com a mesma cobrança. Precisamos de um olhar mais sensível da gestão municipal para nossa categoria”, afirmou.

A Secretaria Municipal de Educação, por sua vez, afirma que vem mantendo diálogo com a categoria. Segundo a secretária Rosa Lebre, há cerca de 15 dias o sindicato apresentou quatro propostas, todas contempladas dentro de prazos estabelecidos até janeiro de 2026. Entre as medidas está justamente o reajuste salarial dos temporários, previsto para a folha de janeiro.

Secretária Municipal de Educação/Foto: Reprodução

“Os professores saíram das reuniões anteriores com datas previstas. Estamos aguardando a oficialização do sindicato para sentarmos novamente e buscarmos uma solução. O reajuste para os contratos temporários já está previsto para a folha de janeiro”, explicou a secretária.

O secretário adjunto de Educação, Edvaldo Gomes, demonstrou preocupação com os impactos da paralisação no final do ano letivo. Ele ressaltou que apenas o reajuste imediato dos temporários não pôde ser atendido agora. “Todas as propostas foram levadas à mesa de negociação e atendidas dentro das possibilidades da gestão. A questão do reajuste dos temporários foi projetada para janeiro, e por isso o sindicato decidiu pela greve. Isso nos preocupa, pois afeta alunos, professores e toda a comunidade escolar”, afirmou.

Outro ponto levantado pela categoria foi o atraso no repasse do PIS/Pasep a alguns servidores. A secretaria esclareceu que a situação se deve a ajustes no sistema de cadastro da Prefeitura junto ao governo federal, já em processo de regularização, e que afeta apenas servidores com direito ao benefício.

Enquanto o impasse não é resolvido, as aulas seguem suspensas. O SINTEAC mantém a posição de que a greve continuará até que a administração municipal apresente uma proposta concreta de valorização e reajuste salarial para os servidores temporários. A secretaria, por sua vez, afirma que permanece aberta ao diálogo.

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