Para ajudar os adolescentes a navegar com mais segurança na internet, o Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil (CERT.br), entidade vinculada ao NĂșcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), lançou nesta terça-feira (21) o guia Internet com Responsa SĂł para Adolescentes: Proteção no Uso da Internet.

O guia foi produzido apĂłs conversas com adolescentes de todas as regiĂ”es do Brasil e foi apresentado na tarde de hoje (21) durante o 10Âș SimpĂłsio de Crianças e Adolescentes na Internet, que termina amanhĂŁ (22) na capital paulista.
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O material estĂĄ disponĂvel gratuitamente na internet e fornece dicas para incentivar os jovens a navegarem de forma segura, crĂtica e equilibrada no ambiente online, tratando de assuntos importantes como privacidade, desinformação, saĂșde mental, inteligĂȘncia artificial e cyberbullying.
âEsse Ă© um projeto que representa para a gente esse avanço na conscientização e na proteção de adolescentes no ambiente digital e tambĂ©m uma ferramenta muito poderosa para educar, orientar e ponderar os prĂłprios adolescentes para esse uso seguro responsĂĄvel das tecnologiasâ, disse Mariana VenĂąncio, advogada do NIC.br.
Para a elaboração da cartilha, foram feitas escutas com crianças e adolescentes entre 9 e 17 anos, explicou a diretora de Projetos da Rede Conhecimento Social, Harika Merisse Maia. âFoi muita coragem do NIC.br de se abrir para crianças e adolescentes falaremâ, disse ela, durante o evento. âGeralmente fazemos poucas perguntas para as crianças. Mas foi muito legal escutĂĄ-las e trazer isso para o guiaâ, completou.
Durante essa conversa com as crianças e adolescentes, contou Harika, foi possĂvel perceber dados interessantes como o fato de que meninos e meninas entre 9 e 11 anos costumam usar o celular por meio das contas dos pais para poderem jogar de forma offline ou para assistirem a vĂdeos. JĂĄ os adolescentes de 12 a 17 anos usam o aparelho para fazerem compras, acessarem as redes sociais e atĂ© mesmo para fazerem apostas. âOs jogos sĂŁo a principal porta de entrada para as redes sociais e para a internet como um todo. E, quando se fala de adolescentes, eles estĂŁo muito mais expostos a conteĂșdos que nĂŁo sĂŁo adequados como, por exemplo, jogos de azar.â
Segundo a diretora, durante essa escuta com crianças e adolescentes, os próprios entrevistados apontaram recomendaçÔes sobre como fazer o uso seguro da internet.
âTemos uma lista de sete recomendaçÔes para garantir um ambiente digital mais seguro para crianças e adolescentes, que vieram deles. Entre essas recomendaçÔes estĂĄ a definição de um tempo limite para uso da internet. Eles mesmo estĂŁo pedindo limite. E isso vem aparecendo em vĂĄrias pesquisas que temos feito. Eles tambĂ©m nĂŁo se importam de o pai e de a mĂŁe saberem o que eles estĂŁo fazendo. O problema Ă© eles sentirem que a privacidade foi, de alguma forma, ultrapassadaâ, explicou Harika.
As demais recomendaçÔes feitas por esses adolescentes citam a necessidade de acompanhamento e orientação conforme a faixa etĂĄria, o estabelecimento de regras de maneira dialogada, exemplos de uso inadequado e suas consequĂȘncias, a garantia de um espaço seguro para que possam pedir ajuda e orientação e a proposição de mais atividades interativas fora das telas.

