O Ibovespa registrou um feito inédito nesta sexta-feira (31/10), ao fechar acima dos 149 mil pontos pela primeira vez na história. O índice da B3 subiu 0,51%, encerrando o pregão em 149.540 pontos, acumulando o 5º recorde consecutivo e consolidando o bom desempenho de outubro, com alta de 1,75% no mês. Já o dólar teve leve oscilação e encerrou praticamente estável, cotado a R$ 5,37.
O movimento foi impulsionado por uma combinação de dados positivos do mercado de trabalho, resultados corporativos acima do esperado e otimismo externo. No trimestre encerrado em setembro, o desemprego ficou em 5,6%, se mantendo no menor patamar da série histórica iniciada em 2012, segundo o IBGE. Além disso, o número de empregados com carteira assinada chegou a 39,2 milhões, outro recorde.
Veja as fotos
As ações da Vale tiveram papel decisivo no avanço do índice. Após divulgar lucro de US$ 2,68 bilhões no terceiro trimestre, um crescimento de 11% em relação a 2024, os papéis da mineradora subiram 1,88%, puxando o Ibovespa para cima, segundo analistas. As grandes instituições financeiras também contribuíram: o Banco do Brasil valorizou 1,53%; o Santander, 1,83%; e o Itaú, 0,61%.
No cenário internacional, os resultados das gigantes de tecnologia ajudaram a sustentar o bom humor dos investidores. A Apple registrou lucro de US$ 27,46 bilhões, um salto de 86,4%; enquanto a Amazon apresentou ganhos de US$ 21,2 bilhões, alta de 38% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Apesar da valorização, o dólar teve uma sessão de pouca volatilidade. A moeda norte-americana fechou com leve queda de 0,04%, cotada a R$ 5,3795, refletindo a indefinição sobre os próximos passos do Federal Reserve (Fed). Dirigentes do banco central americano reforçaram que novos cortes de juros ainda são incertos, o que manteve os investidores à espera.
Para os analistas, a combinação de inflação controlada, emprego em alta e lucros sólidos das empresas reforça a percepção de que o mercado brasileiro entrou em um novo ciclo de valorização.

