O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, registrou aumento de 0,46% em setembro em Rio Branco, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na última quinta-feira (9). Com isso, o acumulado do ano na capital acreana chegou a 2,42%, abaixo da média nacional, que é de 3,64%.
O principal responsável pelo avanço da inflação no mês foi o aumento da energia elétrica residencial, que subiu 7,86%, revertendo a deflação de agosto, quando houve queda de 4,21% no setor. O fim do Bônus de Itaipu nas contas anteriores contribuiu para a alta, fazendo com que a energia elétrica tivesse o maior impacto individual no índice, correspondendo a 0,41 ponto percentual.
umento da energia elétrica residencial impulsiona o IPCA em setembro na capital acreana
O impacto da energia elétrica também influenciou diretamente o grupo habitação, que registrou alta de 2,97% no país, mantendo-se como o item de maior peso no IPCA de setembro. Desde o mês passado, está em vigor a bandeira tarifária vermelha patamar 2, que acrescenta R$ 7,87 a cada 100 kWh consumidos.
No comparativo entre cidades, Rio Branco teve uma das variações mais moderadas na energia elétrica residencial, com 7,86%, enquanto São Luís liderou o ranking das maiores altas, com 27,30%, seguida de Vitória (12,37%), Curitiba (12,24%), Goiânia (12,10%) e Porto Alegre (11,50%). Entre as menores variações estão Salvador (7,13%) e Belém (7,42%).
Dados recentes indicam que combustíveis e passagens aéreas também influenciaram o IPCA no ano
Nos últimos meses, o IPCA em Rio Branco apresentou variações influenciadas por diferentes fatores. Em dezembro de 2024, a cidade registrou 0,53% de alta mensal, encerrando o ano com 4,91% de inflação acumulada. Já em março deste ano, a redução nas passagens aéreas ajudou a conter o índice mensal, mantendo o acumulado em torno de 4,8%. Em julho, o aumento dos combustíveis impulsionou o crescimento do IPCA, que chegou a 0,55%, ante 0,34% em junho.
O resultado de setembro mostra como o aumento da energia elétrica impacta diretamente o bolso das famílias e evidencia a importância de acompanhar a inflação, especialmente em itens essenciais como habitação e transporte.

