A influenciadora Melissa Said, presa nesta quinta-feira (23) durante a Operação Erva Afetiva, negou envolvimento com o esquema de tráfico interestadual investigado pela Polícia Civil da Bahia e de São Paulo. Ao ser conduzida ao Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), em Salvador, ela declarou:
“É uma vergonha. Ninguém no mundo deveria ser preso por fumar maconha.”
Com mais de 320 mil seguidores, Melissa ganhou visibilidade nas redes sociais ao publicar conteúdos sobre o uso da droga. Segundo a polícia, ela usava suas plataformas digitais para comercializar maconha do tipo skunk e haxixe, vendendo para um público de classe média e alta.

Influenciadora se definia como “ervoafetiva” nas redes Crédito: Reprodução
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De acordo com o delegado Ernandes Junior, o grupo mantinha uma cadeia de fornecimento entre São Paulo e Bahia, com fornecedores paulistas que enviavam drogas para revenda em Salvador e na Região Metropolitana. Além de Melissa, quatro pessoas foram presas — duas em Lauro de Freitas (BA), uma em São Paulo e outra em Araçatuba (SP).
A investigação começou há quase dois anos, após denúncia do Ministério Público. O ponto de partida foram as publicações da influenciadora que, segundo a polícia, faziam apologia ao uso de entorpecentes e serviam como vitrine para as vendas.
Melissa é viúva do influenciador Tassio Bacelar, morto em 2023 após um acidente de bicicleta. A polícia informou que ele também produzia conteúdo sobre o uso da maconha, mas não há indícios de que tenha participado do esquema.
A influenciadora foi presa em um imóvel no bairro de Itapuã, em Salvador, onde estava escondida na casa de uma amiga. Ela prestou depoimento acompanhada de advogado e permanece à disposição da Justiça, aguardando audiência de custódia.
Fonte: G1 / Polícia Civil da Bahia
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