O jovem acreano Daros Rafi Amaral Guerra, 15 anos, transformou a dor da exclusão em uma história inspiradora de superação. Após enfrentar dificuldades de socialização e rejeição em atividades coletivas, como o futsal e o handebol escolar, Daros encontrou no jiu-jítsu não apenas um esporte, mas um caminho de autoconhecimento, confiança e vitória.
Filho de Sheila Amaral e Helizardo Guerra, ele foi incentivado por terapeutas e profissionais que o acompanham a buscar uma modalidade individual, onde pudesse desenvolver suas habilidades e vencer seus próprios limites/Foto: Cedida
Filho de Sheila Amaral e Helizardo Guerra, ele foi incentivado por terapeutas e profissionais que o acompanham a buscar uma modalidade individual, onde pudesse desenvolver suas habilidades e vencer seus próprios limites. Apesar da resistência inicial do pai, a decisão de ingressar no Projeto Leão Dourado, sob orientação do mestre Amarildo, se mostrou transformadora.
Com 1,80m e 79 kg, tendo perdido 5 kg para competir com atletas da mesma faixa etária, Daros brilhou no Open Acre, competição entre academias de jiu-jítsu, conquistando a medalha de ouro ao finalizar a luta em apenas 59 segundos. Sua academia, Leão Dourado, ficou em segundo lugar geral na disputa.
Segundo Sheila, a trajetória até o pódio foi marcada por muito esforço, disciplina e fé. “Cada treino foi um desafio, acompanhado de perto por profissionais e pela família. Ver ele brilhar no tatame com técnica, concentração e coração é uma vitória que vai muito além do ouro”, contou emocionada.
Hoje, Daros celebra não apenas a medalha, mas o reconhecimento de que cada passo dado com amor, paciência e apoio familiar pode transformar barreiras em conquistas. Sua história representa uma vitória para todas as famílias que lutam pela inclusão, respeito e valorização das pessoas autistas no esporte e na sociedade.
