A Starbucks, maior rede de cafeterias do mundo, anunciou nesta semana o fechamento de 400 lojas consideradas de “baixo desempenho” nos Estados Unidos, medida que resultará na demissão em massa de 900 funcionários. A empresa justificou a decisão como parte de um processo de reestruturação para tornar a marca “mais forte e resiliente” no mercado americano.
Este não é o primeiro corte realizado pela multinacional em 2025. No início do ano, cerca de 1,1 mil colaboradores já haviam sido desligados. Agora, com a nova rodada de cortes, o impacto financeiro inicial estimado pela companhia é de aproximadamente US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,35 bilhões), devido às despesas relacionadas ao fechamento das unidades.
Starbucks justifica medida como reestruturação após seis trimestres seguidos de queda em vendas/Foto: Reprodução
Em carta aos funcionários, o CEO Brian Niccol afirmou que a medida é dolorosa, mas necessária para equilibrar as operações. Segundo ele, muitas das lojas fechadas não apresentavam perspectivas de melhoria no desempenho financeiro ou não ofereciam a experiência adequada aos clientes.
Atualmente, a rede conta com 18,7 mil lojas nos Estados Unidos, mas enfrenta uma sequência negativa. Até junho, foram registradas seis quedas consecutivas nas vendas trimestrais. Além disso, em 2024, as ações da Starbucks caíram 12% na Bolsa de Valores de Nova York, refletindo a instabilidade da empresa no setor.
