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Maloca indígena sagrada é destruída por incêndio criminoso

Por Redação

Um incêndio criminoso destruiu, na noite de segunda-feira (20), a maloca sagrada da Aldeia Aperoí, pertencente ao povo indígena Puruborá, no município de Seringueiras (RO). O fogo começou por volta das 21h, nos fundos da Escola Indígena Ywara Puruborá, e segundo relatos, teria sido provocado intencionalmente.

A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) acionou a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros, que conseguiram conter as chamas. A Funai informou ainda que a Polícia Federal realizará perícia no local para investigar as causas do incêndio.

Maloca da Aldeia Puruborá é destruída em incêndio criminoso, segundo lideranças — Foto: Reprodução


🏕️ Ataque a um espaço sagrado

De acordo com lideranças indígenas, a maloca era uma construção tradicional coletiva, feita com o esforço conjunto da comunidade. Além de servir como ponto de encontro, o espaço tinha valor espiritual e cultural — era onde se celebravam rituais, danças e a memória dos ancestrais.

“Esse incêndio não destruiu apenas uma estrutura física. Foi uma tentativa de apagar nossa história e nossa força como povo”, declarou uma liderança Puruborá, sob anonimato por medo de retaliações.

A comunidade acredita que o ataque tenha sido uma tentativa de intimidação contra os defensores do território e dos direitos indígenas.


🗣️ Pedido de justiça e proteção

Em nota divulgada nas redes sociais, o povo Puruborá exigiu investigação imediata e punição dos responsáveis, além de reforço na segurança das lideranças locais.

“Não vamos aceitar mais o silenciamento, o racismo e a destruição dos nossos espaços sagrados. A maloca queimada vai renascer, assim como renasce todos os dias a força dos nossos ancestrais”, diz o comunicado.

O caso mobiliza entidades indigenistas e ambientais, que cobram do governo federal ações de proteção efetiva às aldeias e aos povos originários da região de Rondônia.


Fonte: Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) / Comunidade Puruborá / G1
✍️ Redigido por ContilNet

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