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Médica que recebeu bebê na maternidade diz que é cedo para falar em erro e que protocolos foram seguidos

Por Geovany Calegário, ContilNet

A médica Mariana Colodetti, neonatologista da Maternidade Bárbara Heliodora, em Rio Branco, a concedeu entrevista coletiva neste sábado (25), após o caso do bebê dado como morto e encontrado vivo dentro do caixão, momentos antes do enterro, no Cemitério Morada da Paz.

Durante a coletiva, a médica esclareceu que não estava presente no parto, mas assumiu o plantão por volta das 7h da manhã, quando os familiares chegaram ao hospital. “Recebi o bebê por volta das 10h da manhã e prontamente demos todo o suporte que ele precisava”, afirmou.

A médica ressaltou que, em situações de parto prematuro com suspeita de óbito fetal, existe um protocolo técnico a ser seguido | Foto: ContilNet

Segundo Mariana, ainda é cedo para falar em erro médico. “É muito precoce dizer em erro. Se você procurar na literatura médica, existem casos como esse, são raros, são excepcionais, podem acontecer. E erro a gente não consegue dizer agora. Mas é claro que, olhando para trás, vai ser investigado”, disse.

A neonatologista ressaltou que, em situações de parto prematuro com suspeita de óbito fetal, existe um protocolo técnico a ser seguido. “Há critérios que envolvem obstetra e pediatra. Quando o bebê nasce, se há indícios de morte, a equipe realiza todos os procedimentos antes da assinatura do atestado de óbito. Depois disso, os trâmites seguem com a equipe de enfermagem e o serviço social”, explicou.

Mariana destacou ainda que a investigação deve verificar se houve alguma falha em uma dessas etapas. “O importante agora é entender o que aconteceu e garantir toda a assistência ao bebê e à família”, completou.

A Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) informou que também está apurando o caso e que as medidas administrativas cabíveis serão adotadas após a conclusão da investigação.

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