No 25º aniversário do ranking da Forbes que acompanha ganhos póstumos das celebridades, um nome se destaca acima de todos, estabelecendo um recorde de lucratividade no “além”: Michael Jackson. O Rei do Pop não apenas liderou a lista de 2024 com US$ 105 milhões faturados nos últimos 12 meses, como também solidificou um legado financeiro que ultrapassa fronteiras.
Segundo estimativas da revista, o artista acumulou a impressionante quantia de US$ 3,5 bilhões desde sua morte, em 2009. Para ter uma ideia da dimensão do sucesso, um advogado de direito sucessório resumiu a situação: “Quando se trata de rendimentos de espólios, vem o astro em primeiro lugar, depois um abismo enorme e, por último, todos os outros”.
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A base do faturamento estratosférico está em grandes jogadas de liquidação de ativos — muitas vezes frutos de investimentos visionários do cantor em vida. O maior lucro veio da histórica aquisição do catálogo da ATV, em 1985, que incluía sucessos dos Beatles.
Embora o espólio tenha vendido sua participação na ATV para a Sony, em 2016, por US$ 750 milhões (cerca de US$ 1 bilhão atualmente), o negócio mais recente, em 2024, envolveu a venda de 50% de seus próprios direitos autorais e gravações originais para a Sony. O valor ultrapassou US$ 600 milhões.
Além dos megacontratos, a marca Jackson continua a gerar um fluxo constante de caixa em diversas áreas. Seu filme-concerto póstumo, “This Is It”, arrecadou US$ 267 milhões em bilheteria. Já a turnê e o espetáculo fixo do Cirque du Soleil, como o “Michael Jackson ONE”, em Las Vegas, nos Estados Unidos, somada a show “MJ: The Musical”, da Broadway, e suas produções internacionais, renderam centenas de milhões de dólares.
Marca valiosa
O mais notável é que a máquina de fazer dinheiro de Jackson tem se mostrado resistente: os ganhos continuam crescendo, praticamente imunes às acusações que pairaram sobre o final de sua vida ou aos documentários críticos, como “Finding Neverland”.
Com o anúncio da cinebiografia “Michael”, estrelada por seu sobrinho Jaafar, prevista para 2026, a hegemonia financeira do Rei do Pop no mundo dos mortos deve se manter intocável por anos. A lista de celebridades falecidas mais lucrativas é majoritariamente ocupada por músicos e nomes com forte apelo em licenciamentos.
Entre os que mais faturaram, destacam-se o autor infantil Dr. Seuss (US$ 85 milhões), beneficiado pela venda de livros e licenciamento de personagens como O Grinch; os cofundadores do Pink Floyd, Richard Wright e Syd Barrett (US$ 81 milhões cada), impulsionados pela venda do catálogo da banda; e os rappers The Notorious B.I.G. (US$ 80 milhões) e Miles Davis (US$ 21 milhões), cujos espólios venderam participações de seus catálogos.
Completam o grupo de milionários póstumos ícones como Elvis Presley (US$ 17 milhões), Bob Marley (US$ 13 milhões), Jimmy Buffett (US$ 14 milhões), John Lennon (US$ 12 milhões) e atletas como Kobe Bryant (US$ 10 milhões) e Arnold Palmer (US$ 11 milhões), demonstrando a força duradoura dos direitos autorais e da marca pessoal.

