Moraes pede que defesa de Collor explique desligamento de tornozeleira

Por AgĂȘncia Brasil 17/10/2025


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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu prazo de cinco dias para a defesa do ex-presidente Fernando Collor explicar o desligamento da tornozeleira eletrĂŽnica. Desde abril deste ano, Collor cumpre prisĂŁo domiciliar em MaceiĂł.Moraes pede que defesa de Collor explique desligamento de tornozeleiraMoraes pede que defesa de Collor explique desligamento de tornozeleira

A decisão foi tomada após o ministro receber um alerta da Secretaria de Estado de Ressocialização e Inclusão Social de Alagoas, responsåvel pelo monitoramento do equipamento. De acordo com o órgão, a tornozeleira ficou sem bateria nos dias 2 e 3 de maio deste ano.

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“Intimem-se os advogados regularmente constituídos por Fernando Affonso Collor de Mello para prestarem esclarecimentos, no prazo máximo de cinco dias, sobre o descumprimento da medida cautelar imposta, sob pena de decretação da prisão”, decidiu o ministro.

Moraes também cobrou explicaçÔes da secretaria por ter informado o desligamento cinco meses após o ocorrido. O órgão terå 48 horas para enviar as explicaçÔes.

Em 2023, Collor foi condenado pelo STF.  Conforme a condenação, o ex-presidente e ex-senador, como antigo dirigente do PTB, foi responsĂĄvel por indicaçÔes polĂ­ticas para a BR Distribuidora, empresa subsidiĂĄria da Petrobras, e recebeu R$ 20 milhĂ”es em vantagens indevidas em contratos da empresa. Segundo a denĂșncia, os crimes ocorreram entre 2010 e 2014.


BrasĂ­lia - O senador Fernando Collor de Mello, fala durante o quinto dia de julgamento final do processo de impeachment da presidenta afastada, Dilma Rousseff, no Senado (Fabio Rodrigues Pozzebom/AgĂȘncia Brasil)

BrasĂ­lia – Em 2023, Collor foi condenado pelo STF.  Foto-arquivo: Fabio Rodrigues Pozzebom/AgĂȘncia Brasil – Fabio Rodrigues Pozzebom/AgĂȘncia Brasil

Em abril, a prisão de Collor foi determinada após o Supremo negar os recursos protocolados pela defesa para evitar a condenação.

ApĂłs o ex-presidente iniciar o cumprimento da pena, a defesa solicitou ao STF a concessĂŁo de prisĂŁo domiciliar.

Os advogados alegaram que Collor tem 75 anos e possui diversas comorbidades, como doença de Parkinson, apneia do sono grave e transtorno afetivo bipolar.

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