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“Não vou tirar o direito de ninguém”, diz Gladson sobre candidatura de secretários em 2026

Por Everton Damasceno, ContilNet

Durante entrevista ao Em Cena, o podcast do ContilNet, nesta terça-feira (15), o governador Gladson Cameli afirmou que trata com “muita naturalidade” a possibilidade de secretários de Estado deixarem os cargos para disputar vagas na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) ou na Câmara dos Deputados nas eleições de 2026.

Segundo o governador, o afastamento de secretários que pretendem concorrer a cargos eletivos é uma exigência constitucional e faz parte do processo democrático.

Gladson Camelí/Foto: José Caminha

“Tenho tratado com muita naturalidade. Quando me refiro que tem que se afastar, é porque é o prazo constitucional para quem vai disputar qualquer eleição, caso a pessoa esteja exercendo um cargo no Executivo. Eu, como governador, se confirmar, tenho que trabalhar com isso”, explicou.

Gladson ressaltou que não pretende impedir nenhum auxiliar de participar do pleito.

“Eu não vou tirar o direito de ninguém querer ser candidato, porque eu acho que, da mesma forma que eu tive o direito de disputar uma eleição, todos que almejam disputar têm que se posicionar. Voto e eleição só sabe quem disputa. Eu não tenho problema com isso. Já fiz pergunta para o Pedro Pascoal, e ele tem demonstrado seu interesse. É natural que o Aberson tenha interesse, como vários outros nomes que são cogitados, inclusive pela imprensa”, declarou.

De forma bem-humorada, o governador afirmou que até o momento nenhum secretário confirmou oficialmente a intenção de concorrer.

“Sendo muito sincero, ninguém chegou para mim ainda e disse: ‘Governador, eu vou sair junto com o senhor porque eu vou ser candidato’. Então, a você que está me acompanhando aqui, queira, aproveite e me diga logo, para eu poder responder ao Everton com mais tranquilidade”, brincou.

Gladson também foi questionado sobre os nomes de Pedro Pascoal, secretário de Saúde, e Aberson Carvalho, secretário de Educação, apontados como possíveis candidatos.

“Eles estão fazendo um grande trabalho. E é natural, nós estamos em um estado politizado. A política vive no café da manhã, no almoço e na janta. A gente come política. Não tem como. Então é natural para quem exerce um cargo público hoje e que tem um sonho, que tem um anseio. Eu não sou contra, eu não vou tirar, mas cada um sabe o tamanho da missão que carrega”, afirmou.

VEJA A ENTREVISTA NA ÍNTEGRA:

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