A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), em conjunto com a Vigilância Sanitária, interditou nesta quinta-feira (2) a distribuidora Amsterdam, em Vicente Pires, após suspeita de comercialização de bebidas adulteradas. O local teria vendido a garrafa de vodka consumida pelo cantor Gustavo da Hungria, conhecido como Hungria Hip Hop, que foi internado às pressas com sintomas de intoxicação por metanol.
Todos os lotes de uísque, vodka e gin encontrados no estabelecimento foram recolhidos e encaminhados ao Instituto de Criminalística da PCDF, responsável por confirmar a presença da substância tóxica. A corporação também instaurou inquérito para apurar a origem da possível contaminação.
Todos os lotes de vodka, gin e uísque da distribuidora foram recolhidos para análise da PCD/Foto: Reprodução
Hungria começou a passar mal ainda na casa de amigos, em Vicente Pires, e foi levado ao Hospital DF Star, em Brasília, onde permanece sob acompanhamento médico. Segundo boletim emitido pela unidade de saúde, o cantor apresentou cefaleia, náuseas, vômitos, turvação visual e acidose metabólica — sintomas clássicos de intoxicação por metanol. O pai do artista, Manoel Neves, tranquilizou os fãs ao afirmar que o filho está estável e fora de perigo imediato.
Casos semelhantes de envenenamento por metanol já provocaram mortes em São Paulo, mas até o momento a Secretaria de Saúde do DF (SES-DF) não confirmou ocorrências na capital.
A agenda de shows do rapper foi suspensa. Ele se apresentaria nesta sexta-feira (3/10), em Ribeirão das Neves (MG), mas o evento foi cancelado. Em nota, a assessoria de imprensa do artista destacou que os compromissos do fim de semana serão remarcados e reforçou que Hungria está em tratamento, fora de risco iminente.
O boletim médico divulgado pelo hospital informa que ele segue em investigação clínica para identificar a causa da intoxicação, mas já recebe cuidados especializados.
