O ativista Nicolás Calabrese, integrante da delegação brasileira da Global Sumud Flotilla e cidadão argentino-italiano radicado no Brasil, foi o primeiro dos 14 membros brasileiros presos em Israel a ser deportado. Calabrese, que é professor e militante do PSOL no Rio de Janeiro, foi enviado para a Turquia, com o custo de sua passagem arcado pelo consulado italiano em Israel.
A deportação ocorreu como parte de um voo turco que levou 137 participantes da flotilha de diversos países, coordenado pela Embaixada da Turquia em Tel Aviv. Embora a organização de assistência jurídica Adalah não tenha recebido comunicação oficial sobre as deportações iminentes, o governo israelense utilizou a cidadania italiana de Calabrese para incluí-lo no voo.
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A ausência de transparência nos processos de deportação está sendo criticada como uma estratégia de Israel para dificultar o trabalho da Adalah e dos advogados que tentam auxiliar os ativistas, que foram interceptados em águas internacionais enquanto tentavam levar ajuda humanitária a Gaza.
Os advogados da Adalah relataram um padrão de desrespeito sistemático às garantias legais e aos direitos humanos básicos nas prisões israelenses. Centenas de audiências de revisão das ordens de prisão foram realizadas sem aviso prévio à equipe de defesa e sem a presença de advogados para os participantes da flotilha.
Em um ato de protesto não violento, quatro integrantes da delegação brasileira confirmaram à embaixada e aos advogados que iniciaram uma greve de fome. Os nomes confirmados são: Thiago Ávila, João Aguiar, Bruno Gilga e Ariadne Telles.
Interceptado pelo Exército de Israel, o grupo que contava com brasileiros foi detido na última quarta-feira (1º/10). Os barcos levavam ajuda humanitária para a Faixa de Gaza, como alimentos e remédios.

