Milhares de pessoas saíram às ruas, neste sábado (18/10), nos Estados Unidos e em várias cidades do mundo em protestos organizados pela campanha “No Kings”, que questiona políticas de imigração, segurança e educação do governo Trump. Segundo os organizadores, foram registradas mais de 2.600 mobilizações em território americano, com marchas também em Londres, Madri e Barcelona.
Os atos ocorreram em resposta à chamada “guinada autoritária” do presidente e às medidas que incluem cortes de verbas para universidades e presença da Guarda Nacional em grandes centros urbanos.
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Leah Greenberg, cofundadora do movimento Indivisible, responsável pela organização, afirmou: “Não há nada mais americano do que dizer ‘nós não temos reis’ e exercer nosso direito de protestar pacificamente”.
Em Washington, manifestantes se concentraram próximos ao Cemitério Nacional de Arlington, perto da área em que Trump planeja construir um arco ligando o Memorial Lincoln à margem oposta do rio Potomac.
O movimento recebeu apoio de figuras políticas como Bernie Sanders, Alexandria Ocasio-Cortez e Hillary Clinton, além de celebridades. A ACLU (União Americana pelas Liberdades Civis) treinou milhares de voluntários para atuar como monitores e evitar confrontos.
Pesquisadores de movimentos sociais preveem que os atos deste sábado podem se tornar os maiores protestos da história recente dos EUA, com até 3 milhões de participantes. Dana Fisher, professora da Universidade Americana de Washington, comentou: “Essas manifestações podem não mudar as políticas de Trump, mas fortalecem a identidade coletiva de quem se sente perseguido ou silenciado”.
A reação republicana foi imediata. O presidente da Câmara dos Representantes, Mike Johnson, classificou os atos como “comícios antiamericanos”, apelidados pelo partido de “Hate America rallies”.
Ele afirmou: “Eles vão se reunir no National Mall para o que chamam de No Kings Rally. Nós preferimos o termo mais preciso: o comício do ódio à América”.
Outros aliados de Trump acusaram a oposição de estimular violência política, lembrando o assassinato do ativista conservador Charlie Kirk, aliado do presidente, em setembro.
Trump minimizou os protestos em entrevista à Fox Business: “Dizem que me chamam de rei. Eu não sou um rei”.

