O líder do Governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou, nesta quarta-feira (15/10), que, com a derrubada da Medida Provisória (MP) alternativa ao Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), a prioridade é recompor o Orçamento e recuperar os cortes que estavam previstos nas despesas.
“A prioridade é buscar salvarmos pelo menos o que é consensual, que foi o corte nas despesas. Dois terços da MP eram corte de despesas”, disse o parlamentar a jornalistas, após reunião com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT). O secretário-executivo do órgão econômico, Dario Durigan, também participou da conversa.
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Segundo Randolfe, o governo deve, junto a Alcolumbre, conversar com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Ele não participou da reunião na manhã desta quarta-feira, pois está fora de Brasília.
“A ideia é ter uma conversa com o presidente Hugo e ter uma conversa consertada de consenso também com a Comissão Mista de Orçamento e, sobretudo, com o relator da LDO, porque temos uma segunda circunstância que é o centro da meta em 0,25, que não bate com as contas em decorrência da não apreciação da MP 1303”, disse.
Concomitante a isso, o ministro da Fazenda informou que uma das alternativas para compensar a perda de arrecadação prevista na MP do IOF é mudar o orçamento para 2026.

