Pela primeira vez na história, o Japão elegeu uma mulher para o cargo de primeira-ministra. Sanae Takaichi, de 64 anos, foi escolhida nesta terça-feira (21) pelo Parlamento japonês, marcando um momento histórico em um país conhecido por sua política amplamente dominada por homens.
Membro do Partido Liberal Democrata (PLD), Takaichi é reconhecida por suas posições conservadoras e por ser uma aliada próxima do ex-premiê Shinzo Abe, falecido em 2022. Sua eleição representa tanto um avanço simbólico na representatividade feminina quanto um desafio político, já que a nova líder assume em meio a um cenário de estagnação econômica e tensões regionais na Ásia.
Shaimaa Khalil – EPA
Um marco e um paradoxo
Apesar do avanço histórico, analistas apontam que Takaichi defende políticas tradicionais e nacionalistas, como o fortalecimento militar e a manutenção dos valores familiares conservadores. Ela já declarou ser “inspirada por Margaret Thatcher” e defende maior protagonismo do Japão na segurança internacional.
Por outro lado, sua vitória é vista como um símbolo de mudança cultural, em um país onde menos de 15% das cadeiras parlamentares são ocupadas por mulheres.
Repercussão internacional
A eleição de Sanae Takaichi repercutiu em diversos países, com líderes mundiais parabenizando a nova premiê e destacando o caráter histórico da conquista. A imprensa japonesa também ressaltou a expectativa de que sua liderança impulsione a participação feminina na política e no mercado de trabalho.
Fonte: AP News / Le Monde / Reuters
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